Flávio Bolsonaro, Tarcísio e Nunes convocam apoiadores para mobilização na Paulista
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da capital, Ricardo Nunes, convocou apoiadores para um grande ato na Avenida Paulista. Marcado para o próximo domingo, a manifestação busca dar um impulso decisivo à campanha no segundo turno, posicionando-se estrategicamente uma semana após um evento similar organizado pelo adversário, Luiz Inácio Lula da Silva.

Divulgação
A corrida presidencial no Brasil ganha novos contornos com a convocação de uma grande mobilização na Avenida Paulista, em São Paulo, por parte do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O evento, agendado para o próximo domingo, 18 de outubro de 2026, às 11h, contará com a presença de figuras proeminentes do cenário político, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). O convite foi divulgado em um vídeo nas redes sociais nesta última terça-feira, 13 de outubro, inflamando a base de apoio e prometendo uma “grande festa” e a “arrancada final para a vitória neste 2º turno”, conforme as palavras de Flávio Bolsonaro.
Paulista: Palco de disputa no segundo turno
A escolha da Avenida Paulista não é aleatória. Uma semana antes, precisamente no domingo, 11 de outubro, a emblemática via de São Paulo foi o cenário de uma expressiva manifestação de apoio ao adversário de Flávio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mobilização petista chegou a ocupar sete quarteirões da avenida, reunindo milhares de apoiadores, movimentos sociais, organizações estudantis e grupos de fãs de artistas, em um claro demonstrativo de força e engajamento. Agora, a campanha de Flávio Bolsonaro busca replicar e, se possível, superar essa demonstração, transformando a Paulista em um verdadeiro ringue simbólico da disputa eleitoral. A iniciativa visa não apenas galvanizar os eleitores, mas também permitir comparações diretas de público e entusiasmo entre os dois lados da polarização política.
A reta final e a menor diferença em primeiro turno
A disputa pelo Palácio do Planalto segue acirradíssima, com o segundo turno marcado para 25 de outubro. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, com 47,03% dos votos válidos, totalizando 56,1 milhões de eleitores. Seu concorrente, Lula, obteve 45,16%, ou 53,9 milhões de votos. Essa margem de 1,87 ponto percentual entre os candidatos configura a menor diferença registrada em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização do país, em 1989. Tal proximidade eleitoral eleva a importância de cada ato e cada mobilização, tornando o engajamento da militância nas ruas um fator potencialmente decisivo para a virada ou a consolidação da vitória.
Estratégias de rua se intensificam por ambos os lados
Diante de um cenário tão apertado, a intensificação das mobilizações de rua tem sido uma tônica nas campanhas. Enquanto Flávio Bolsonaro organiza seu grande ato na Paulista, a campanha de Lula já havia intensificado sua presença nas ruas no último fim de semana, com manifestações em diversas cidades sob o discurso da “virada” eleitoral. Além do evento em São Paulo, apoiadores do petista realizaram uma manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro, na segunda-feira, 12 de outubro, feriado de Nossa Senhora Aparecida. Capitais como Curitiba, Belo Horizonte, Vitória, Recife e Goiânia também registraram atos em apoio ao atual presidente. Essa ofensiva nas ruas demonstra a crença de ambos os candidatos de que o contato direto com o eleitor e a demonstração de força popular podem ser determinantes para o resultado final da eleição mais disputada da história recente do Brasil.
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