Eduardo Bolsonaro e Figueiredo pedem sanções nos EUA a ministros do STF
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo pediram ao governo de Donald Trump medidas contra Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. A reunião ocorreu no Departamento de Estado dos EUA, um dia após sessão do STF sobre inquérito envolvendo Moraes.

Divulgação
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o jornalista Paulo Figueiredo se reuniram nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, no Departamento de Estado dos Estados Unidos. O encontro contou com integrantes da equipe do presidente Donald Trump, do Partido Republicano.
Pedido de sanções contra ministros
Durante a conversa, os dois defenderam a reinclusão do ministro Alexandre de Moraes na lista de sancionados do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA, o OFAC, ligado ao Tesouro norte-americano. Também pediram a adoção de medidas semelhantes contra os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, todos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
A reunião ocorreu um dia após o STF realizar uma sessão sobre a abertura de inquérito envolvendo Alexandre de Moraes. O caso ganhou repercussão política e reacendeu o embate entre integrantes do Judiciário brasileiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Posição apresentada por Figueiredo
Figueiredo sustenta que Moraes continua formalmente abrangido pela Lei Global Magnitsky, embora o OFAC tenha anunciado em dezembro de 2025 a remoção da designação e a retirada do ministro da lista de sancionados. Para o jornalista, não haveria motivos para impedir uma nova inclusão no programa de sanções do governo dos EUA.
Ele também alegou existir elementos para enquadrar Dino e Gilmar Mendes como apoiadores de uma pessoa já designada pelas autoridades norte-americanas. A avaliação foi apresentada como justificativa para que os dois ministros também passem a responder a restrições. Qualquer medida, no entanto, depende de análise e decisão das autoridades dos Estados Unidos.
Impacto potencial das sanções
A lista SDN, mantida pelo OFAC, reúne pessoas e organizações submetidas a bloqueios e outras restrições. A inclusão pode impedir transações com cidadãos e empresas norte-americanas, além de afetar bens localizados sob jurisdição dos EUA. Sanções desse tipo são instrumentos de política externa e não equivalem a uma condenação criminal.
Expectativa de novos desdobramentos
Figueiredo afirmou estar otimista com possíveis notícias vindas dos Estados Unidos nas próximas semanas e classificou o encontro como cordial. O pedido, porém, não significa que as sanções tenham sido aprovadas. O governo de Donald Trump ainda precisa avaliar a demanda e decidir se adotará novas medidas contra os ministros brasileiros.
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