Eduardo Bolsonaro diz que nação celebrará eventual sanção dos EUA a ministros do STF
Eduardo Bolsonaro reagiu às críticas de Flávio Dino sobre possível pressão externa ao STF e voltou a defender sanções dos Estados Unidos contra ministros. O debate ocorre durante julgamento sobre relatório da PF envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Divulgação
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a nação celebraria uma eventual sanção dos Estados Unidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi uma resposta ao ministro Flávio Dino, que criticou a possibilidade de novas medidas norte-americanas contra integrantes da Corte.
Em publicação na rede social X, Eduardo Bolsonaro escreveu que a punição internacional de criminosos não ofende a soberania nacional nem a Constituição. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também acusou ministros do STF de terem sequestrado a Corte e afirmou que, quando forem punidos, a nação celebrará.
A manifestação ocorreu durante julgamento no qual os ministros analisam se a Polícia Federal poderá prosseguir com investigações relacionadas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Flávio Dino classificou qualquer pressão externa como ilegítima e defendeu a soberania do país e a independência do STF.
Flávio Dino rejeita pressão externa
Durante a sessão, Dino afirmou que o STF é o tribunal supremo de um país soberano e que um ambiente de pressão ilegítima deve provocar indignação em todo o Brasil. O ministro também disse que uma possível medida dos Estados Unidos não interferiria em sua atuação nem na atuação da Corte.
O julgamento ganhou destaque porque analisa o relatório da Polícia Federal que registra interlocuções entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. O documento indica que Vorcaro teria pedido interferência nas investigações antes de ser preso e menciona contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher do ministro.
STF decide sobre continuidade das investigações
O relator das investigações, ministro André Mendonça, encaminhou o caso ao plenário antes da autorização para o prosseguimento das diligências. A Procuradoria-Geral da República questionou a validade do procedimento e argumentou que uma investigação contra ministro do STF exige autorização do plenário e deve ser encaminhada à Presidência da Corte.
Em outro desdobramento, Alexandre de Moraes pediu a investigação de Mendonça por suposto abuso de autoridade e improbidade administrativa. O presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria do procedimento e mantém o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no cargo até uma análise mais aprofundada do caso.
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