Câmara dos EUA aprova resolução para limitar guerra contra o Irã
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma resolução que exige o fim das hostilidades contra o Irã sem autorização específica do Congresso. A proposta avançou com apoio democrata e de sete republicanos, mas ainda precisa ser votada no Senado, onde deve encontrar resistência.

Divulgação
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (15 de setembro de 2026) uma resolução para limitar a atuação militar do presidente Donald Trump na guerra contra o Irã. O texto determina que as Forças Armadas interrompam as hostilidades caso o Congresso não aprove uma autorização específica para a continuidade da operação.
Votação revela divisão em ano eleitoral
A proposta foi aprovada por 220 votos a 204. Todos os democratas presentes apoiaram a medida, acompanhados por sete republicanos. Esta é a terceira vez que a Câmara vota a favor de uma iniciativa desse tipo desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
A votação ocorre a menos de dois meses das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. Após a sessão, os deputados devem deixar Washington ainda nesta semana para retornar aos seus distritos e intensificar a campanha eleitoral, em um cenário no qual os rumos da guerra podem influenciar o debate político.
Resolução se apoia em lei de 1973
O texto foi apresentado pelo deputado democrata Seth Moulton, de Massachusetts, e utiliza os mecanismos previstos na War Powers Resolution, lei sancionada em 1973 para estabelecer limites ao emprego das Forças Armadas pelo presidente sem aval do Legislativo. Na prática, Trump só poderá manter os ataques com uma declaração formal de guerra ou uma autorização específica para o uso da força.
A Casa Branca, no entanto, já contestou a aplicação de resoluções semelhantes aprovadas anteriormente pela Câmara. A administração Trump sustenta que o Irã continua representando uma ameaça aos Estados Unidos e defende a necessidade das ações militares para conter o país.
Conflito já consumiu US$ 38 bilhões
A guerra se aproxima de sete meses e tem imposto um custo crescente aos cofres americanos. Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso, os gastos chegaram a aproximadamente US$ 38 bilhões até 1º de agosto, volume que tende a ampliar a pressão sobre o governo enquanto o debate sobre a operação chega ao período eleitoral.
Agora, a resolução precisa ser analisada pelo Senado. Iniciativas anteriores com o mesmo objetivo enfrentaram resistência na Casa Alta e não conseguiram avançar até a Casa Branca. Trump, por sua vez, defende a continuidade da operação e afirmou recentemente que a guerra deve terminar depois das eleições de novembro.
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