Agro deveria votar e “se ajoelhar” para Lula, diz presidente
Durante comício em Florianópolis, Lula defendeu o investimento do governo federal no setor e questionou a rejeição de produtores rurais ao PT. Presidente apoia Gelson Merísio na disputa pelo governo de Santa Catarina.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante comício realizado neste sábado (19) em Florianópolis, que o agronegócio deveria “não só votar, mas se ajoelhar” para ele se a decisão considerasse o volume de recursos destinados pelo governo federal ao setor.
Frase foi dita em ato eleitoral em Florianópolis
A declaração foi feita na praça Tancredo Neves, durante evento de apoio a Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina. Ao lado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) no Estado, Lula usou o discurso para defender sua trajetória política e questionar a resistência de parte dos produtores rurais ao seu governo.
Lula sugeriu que Merísio promova um encontro direto com representantes do agronegócio catarinense para discutir as razões da rejeição. “É porque eu sou nordestino? Ou porque eu sou pobre?”, perguntou o presidente, antes de afirmar que nunca houve tanto dinheiro disponível para a agricultura como em sua atual gestão.
Plano Safra prevê R$ 525,1 bilhões
O principal argumento apresentado por Lula foi o volume de crédito do Plano Safra 2026/27, lançado em 30 de junho pelo governo federal. O programa prevê R$ 525,1 bilhões em financiamentos para produtores, cooperativas e empresas do setor agrícola, valor superior aos R$ 516 bilhões destinados na etapa 2025/26.
Disputa eleitoral acirra debate sobre o setor
No palanque, o presidente também afirmou que apoiou a entrada de Merísio na disputa para contrapor o governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição, e levar ao centro do debate a relação entre o governo federal e o agronegócio. A fala reforça a tentativa petista de ampliar espaço eleitoral em um Estado tradicionalmente dominado pela direita.
Uma pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto indicava Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto para o primeiro turno em Santa Catarina, contra 20% de Lula. O levantamento ouviu 804 eleitores entre 20 e 23 de agosto e tem margem de erro de três pontos percentuais.
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