STJ mantém condenação de Flordelis a 50 anos de prisão
A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça manteve, por unanimidade, a pena da ex-deputada Flordelis pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo de Souza. A Corte também preservou decisão que anulou a absolvição de três acusados de participar do crime.

Divulgação
A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a condenação da ex-deputada Flordelis dos Santos de Souza a 50 anos de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo de Souza, ocorrida em 2019, quando ele era seu marido.
A decisão confirma o entendimento adotado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que já havia preservado a pena imposta pelo Tribunal do Júri. Flordelis foi condenada pelos crimes de homicídio triplamente qualificado consumado, homicídio duplamente qualificado tentado, associação criminosa armada e uso de documento falso.
Crime foi cometido na casa da família
Segundo a condenação, Flordelis participou do planejamento do assassinato, cometido na residência da família em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A acusação apontou como motivação o controle das finanças do grupo familiar e a forma rígida como o pastor administrava os conflitos entre os integrantes da casa.
A defesa recorreu ao STJ após a 2ª Câmara Criminal do TJ-RJ negar, também por unanimidade, os recursos de apelação. Os advogados alegaram nulidades no processo, incluindo a ausência de alegações finais na fase de pronúncia e a falta de fundamentação das qualificadoras atribuídas à ex-deputada.
Relatoria não reconheceu prejuízo à defesa
A relatora do caso no TJ-RJ, desembargadora convocada Nilsoni de Freitas, entendeu que não ficou demonstrado prejuízo concreto à defesa. Esse entendimento foi preservado pela 6ª Turma do STJ, que manteve a condenação e rejeitou os argumentos apresentados para anular o processo ou reduzir a pena.
Os ministros também sustentaram a decisão que anulou a absolvição de Rayane dos Santos, Marzy Teixeira e André Luiz de Oliveira. Eles são, respectivamente, neta biológica e filhos adotivos de Flordelis e respondem à acusação de participação no crime.
Com a decisão, a condenação a 50 anos de prisão permanece válida. O caso, que teve grande repercussão nacional, seguirá submetido aos recursos ainda possíveis nos tribunais superiores, sem alteração, por enquanto, da pena definida pela Justiça do Rio de Janeiro.
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