Construtora do prédio que desabou em SP foi multada em R$ 119 mil
Edificação em construção desabou na zona leste de São Paulo e deixou três mortos. Antes da tragédia, a obra havia sido interditada por falta de alvará, chegou à Justiça e acumulou autuações, incluindo uma multa de R$ 119 mil.

Divulgação
Uma edificação em construção desabou na madrugada de sábado, 12 de setembro de 2026, na zona leste de São Paulo. O acidente deixou três mortos e ainda deixou três pessoas desaparecidas, entre elas uma criança e duas mulheres. Antes do desabamento, a obra já havia sido alvo de interdição, autuações e ações judiciais.
Interdição não foi cumprida
Em 2019, a Prefeitura de São Paulo constatou que a construção avançava sem alvará. Os responsáveis foram autuados e o local, interditado. Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a ordem de paralisação não foi cumprida e as atividades continuaram no terreno.
Multas e disputa na Justiça
As irregularidades levaram o caso à Justiça em 2021. A Procuradoria Geral do Município entrou com uma ação para impedir a continuidade da obra. Naquele período, a empresa responsável recebeu novas autuações, incluindo uma multa de R$ 119 mil. A penalidade, no entanto, não significa, por si só, a determinação da causa do desabamento, que ainda precisa ser apurada pelas autoridades.
Demolição era exigida em 2024
O caso voltou a tramitar na esfera municipal em 2024. Segundo Nunes, a Prefeitura condicionou a autorização de uma nova edificação à demolição da estrutura já existente no local. A exigência buscava adequar o empreendimento às regras urbanísticas, mas a situação anterior do terreno segue como um dos pontos centrais das investigações sobre a sequência de decisões que antecederam a tragédia.
Buscas seguem na zona leste
O Corpo de Bombeiros manteve equipes no local durante a madrugada de domingo, 13 de setembro, em busca dos três desaparecidos. A prioridade das equipes é localizar possíveis vítimas soterradas com segurança, diante da instabilidade dos escombros e do risco de novos desmoronamentos.
Em nota, a New Home Construtora, responsável pela obra, informou que abriu uma investigação interna para apurar as circunstâncias do desabamento. A empresa afirmou que ainda não há elementos suficientes para apontar o que provocou o acidente. Técnicos e órgãos públicos devem analisar documentos, projetos, autuações e condições da estrutura para estabelecer as causas e eventuais responsabilidades.
Tragédia reforça necessidade de fiscalização
O desabamento expõe a gravidade de irregularidades em obras urbanas e a importância de que ordens de interdição sejam efetivamente cumpridas. As três mortes confirmadas tornam o caso uma das principais tragédias recentes envolvendo construção civil em São Paulo, enquanto familiares das vítimas aguardam informações sobre os desaparecidos e respostas sobre a fiscalização do imóvel.
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