Grupo suspeito de furtar R$ 10 milhões em gado é preso no Paraná
Polícias Civil e Militar do Paraná prenderam 19 pessoas apontadas como integrantes de uma organização especializada em roubar, transportar e comercializar bovinos. As investigações indicam prejuízo superior a R$ 10 milhões e mais de 2 mil animais furtados desde 2019.

Divulgação
A Polícia Civil do Paraná, com apoio da Polícia Militar, prendeu 19 pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa especializada no furto de gado no noroeste do estado. A ação ocorreu em 9 de setembro e atingiu municípios onde foram localizados suspeitos, veículos e materiais usados na subtração e na comercialização irregular de animais.
As prisões fazem parte de uma investigação sobre uma rede que atuaria de forma hierarquizada desde 2019. Segundo as apurações, o grupo é responsável pelo furto de mais de 2 mil cabeças de gado, com prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões. Na mesma área foram registrados mais de 340 boletins de ocorrência nos últimos anos.
Operação foi realizada em 16 municípios
A ação policial ocorreu em Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador. Foram cumpridos 47 mandados de busca e apreensão nos endereços relacionados aos investigados.
As diligências resultaram na apreensão de oito armas de fogo, 210 munições, celulares, dinheiro em espécie, dois caminhões utilizados nos crimes e diversos objetos destinados à marcação de bovinos. Os itens serão periciados e poderão ajudar a comprovar a participação dos suspeitos nos furtos, no transporte dos animais e na fraude documental.
Investigação começou após furto em Alto Paraná
O trabalho investigativo teve como ponto de partida o roubo de 29 cabeças de gado em uma propriedade rural de Alto Paraná, registrado em 13 de agosto de 2025. A partir desse caso, as polícias passaram a cruzar informações, identificar envolvidos e mapear a estrutura usada para retirar os animais das fazendas e inseri-los no mercado.
As investigações indicam a existência de uma organização com cerca de 40 participantes e divisão de funções. Algumas pessoas faziam o reconhecimento das propriedades, enquanto outras executavam os furtos, davam apoio logístico e cuidavam do transporte. Também havia suspeita de fraude em documentos para dar aparência legal aos animais roubados e de articulação com receptadores e leilões.
Suspeitos podem responder a vários crimes
Além do furto qualificado de semoventes, os investigados poderão responder por organização criminosa, receptação, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A apuração também cita possíveis crimes contra a saúde pública e outros delitos que venham a ser identificados.
O caso revela a sofisticação de um tipo de crime que afeta diretamente produtores rurais e toda a cadeia produtiva. A perda de rebanho gera prejuízos financeiros imediatos, interrompe atividades nas propriedades e exige mecanismos mais rígidos de controle, rastreamento e fiscalização na comercialização de bovinos.
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