Zema chama reajuste do Bolsa Família de “medida eleitoreira” e propõe R$ 5 mil por carteira
O candidato pelo Novo criticou o aumento do benefício mínimo e defendeu um prêmio de R$ 5 mil para famílias beneficiárias que formalizarem o trabalho.

Divulgação
Benefício mínimo sai de R$ 600 para R$ 691
O candidato à Presidência pela legenda Novo, Romeu Zema, criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula. Com a mudança, o valor mínimo do benefício passa de R$ 600 para R$ 691 por mês, um acréscimo de R$ 91, equivalente a aproximadamente 15,2%.
Zema associa o reajuste ao segundo turno
Para o candidato, a alteração no programa social foi anunciada por interesse eleitoral. Zema classificou a medida como eleitoreira e afirmou que Lula agiria com desespero após perder a liderança nas pesquisas voltadas ao segundo turno. A acusação integra a disputa política em torno dos programas sociais e das contas públicas.
O político também defendeu que o Bolsa Família deve continuar sendo reconhecido como uma política importante, especialmente para famílias que precisam cuidar de crianças e idosos. Entretanto, segundo Zema, o pagamento precisa ser acompanhado de ações que aproximem os beneficiários do mercado de trabalho, como a qualificação profissional.
Impacto fiscal estimado pelo governo
Zema criticou ainda o impacto do reajuste no orçamento público. O governo estima que o aumento dos benefícios custará R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027. Para o candidato, o despesa reforça um problema estrutural das contas públicas e aumenta o comprometimento do orçamento do País.
Prêmio de R$ 5 mil para quem sair do programa
Caso seja eleito, Zema propõe conceder um prêmio de R$ 5 mil às famílias que deixarem o Bolsa Família após conseguirem um emprego formal. A ideia é reconhecer quem conseguir superar a situação de pobreza e abandonar a dependência de benefícios governamentais.
A proposta coloca em debate dois modelos de enfrentamento à pobreza. Enquanto o governo prioriza o aumento do repasse mínimo, Zema defende combinar assistência social com estímulos à formalização. A discussão tende a ganhar força durante a campanha, especialmente porque o Bolsa Família é uma das políticas públicas mais acompanhadas pelos eleitores de menor renda.
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