Padrão alimentar é chave na prevenção do câncer de mama, alerta nutricionista goiana
Uma alimentação baseada em comida de verdade, combinada com controle de peso, atividade física e moderação no consumo de álcool, é mais eficaz na prevenção do câncer de mama do que qualquer alimento 'milagroso'. A nutricionista Amanda Amaral, de Goiânia, destaca que a consistência de hábitos saudáveis é fundamental para reduzir os riscos da doença, que atinge milhares de brasileiras anualmente.

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Nenhum alimento isolado possui o poder de prevenir o câncer de mama, mas a combinação de um padrão alimentar saudável, focado em comida de verdade, juntamente com o controle do peso, a prática regular de atividade física e a redução do consumo de álcool, representa uma estratégia robusta para diminuir o risco da doença. O alerta vem da nutricionista Amanda Amaral, de Goiânia, que ressalta a importância de um estilo de vida consciente frente à estimativa de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo projeções do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Este tipo de tumor permanece como o mais incidente entre as mulheres brasileiras, excluindo os de pele não melanoma.
A especialista goiana enfatiza que a ciência aponta para a associação entre padrões alimentares mais saudáveis e uma menor incidência de câncer de mama. Embora ainda não seja possível afirmar que um alimento ou suplemento específico possa 'evitar' a doença, a adesão a dietas equilibradas, como a mediterrânea, tem mostrado resultados promissores, com uma redução de aproximadamente 13% no risco em algumas análises. Amanda Amaral pontua que o câncer é uma doença multifatorial, e a alimentação, embora crucial, é apenas uma peça desse complexo quebra-cabeça.
Álcool: um fator de risco sem dose segura
Entre os hábitos alimentares, o consumo de álcool emerge como um ponto de grande atenção na prevenção do câncer de mama. Pesquisas recentes indicam que uma dose diária de bebida alcoólica pode elevar o risco da doença em 10% em comparação com mulheres que não bebem. Notavelmente, mesmo um consumo abaixo de uma dose por dia foi associado a um aumento de 4% no risco. A nutricionista é categórica: não existe uma quantidade considerada totalmente segura para a prevenção do câncer. A premissa é clara: quanto menor o consumo, menor o risco envolvido.
Ultraprocessados e carnes: cautela no consumo
Além do álcool, a frequência de ultraprocessados e carnes processadas no prato também deve ser reconsiderada. Estudos apontam que cada 10% a mais de ultraprocessados na dieta pode estar associado a um risco 11% maior de câncer de mama. Produtos como presunto, salame, salsicha e bacon, embora convenientes, devem ser consumidos com moderação ou, idealmente, evitados. Embora a evidência mais consistente para esses produtos seja em relação ao câncer colorretal, há indícios de um risco 9% maior de câncer de mama entre as mulheres que mais consomem carnes processadas, conforme análises recentes.
Simplicidade e consistência para uma vida saudável
Amanda Amaral simplifica a orientação para o dia a dia: priorizar a comida de verdade e reduzir significativamente o consumo de ultraprocessados. A chave, segundo ela, não é buscar uma alimentação perfeita, mas sim uma que seja saudável e sustentável a longo prazo. Para quem enfrenta a correria do dia a dia e orçamentos apertados, a dica é prática: dividir o prato em três partes, com verduras e legumes, uma fonte de proteína e uma de carboidrato.
O tradicional arroz com feijão, acompanhado de vegetais e uma carne magra, por exemplo, constitui uma refeição completa e nutritiva. Preparar folhas lavadas e legumes picados com antecedência pode facilitar a manutenção da rotina. Mais importante do que seguir modismos ou adquirir produtos 'fitness' caros, a nutricionista destaca que a variedade e a consistência nos hábitos alimentares são os verdadeiros pilares para uma vida mais saudável e para a prevenção de doenças como o câncer de mama.
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