Empresários avaliam positivamente projeto da Prefeitura para revitalizar o Setor Central
Prefeitura de Goiânia apresentou plano para atrair moradores, recuperar imóveis e fachadas, melhorar serviços urbanos e criar mecanismos de continuidade para transformar o Setor Central.

Divulgação
Plano combina moradia, recuperação urbana e retorno do comércio
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, apresentou nesta quarta-feira (16/9), a representantes do Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO), as diretrizes da administração municipal para a revitalização do Setor Central. O plano busca combater o esvaziamento imobiliário e econômico da região, recuperar parte de seu patrimônio histórico e criar condições para a instalação de novos negócios.
O principal eixo do projeto é o programa Morar no Centro, destinado a estimular a ocupação residencial, a restauração de prédios antigos e a construção de novos empreendimentos habitacionais. A meta da Prefeitura é atrair cerca de 10 mil novos moradores para o bairro. Para a administração municipal, o aumento da população residente é fundamental para movimentar o comércio, os serviços e a vida urbana durante todo o dia.
Além da estratégia habitacional, o plano prevê ações de recuperação e harmonização de fachadas comerciais, melhoria da limpeza pública, reforço na iluminação e organização do trânsito. As intervenções terão como objetivo tornar o Centro mais atraente para moradores, visitantes, lojistas e investidores, sem descaracterizar o conjunto arquitetônico da região.
Empresários veem oportunidade para reverter a degradação
As propostas foram recebidas com otimismo pelas entidades empresariais presentes. Leandro Fleury, representante da Associação Industrial do Centro (ACIC), avaliou que a recuperação das fachadas é uma medida indispensável para valorizar o patrimônio histórico e melhorar a imagem de uma área marcada, há anos, por imóveis deteriorados e pela perda de atividades econômicas.
Fleury destacou que a iniciativa representa uma mudança de postura em relação ao Centro e afirmou que o setor produtivo espera acompanhar a transformação na prática. Para os empresários, a requalificação visual precisa caminhar junto com segurança, limpeza, circulação de pessoas e oferta de serviços, fatores decisivos para manter moradores e consumidores na região.
Conselho pode dar continuidade ao projeto
Outro ponto destacado durante a reunião foi a necessidade de garantir continuidade administrativa. Antônio Carlos, presidente do Segovi, elogiou a apresentação e defendeu a criação de um conselho deliberativo para acompanhar as etapas da revitalização. A proposta busca dar mais previsibilidade ao projeto e reduzir o risco de paralisação em futuras mudanças de gestão.
Segundo as lideranças empresariais, a segurança sobre a continuidade das ações é essencial para atrair capital privado. Investidores e comerciantes tendem a se sentir mais confortáveis quando existe planejamento, regras claras e acompanhamento institucional, especialmente em projetos urbanos que dependem de obras de médio e longo prazos.
Moradores e comerciantes apostam na transformação
Júnior Luales, morador, comerciante e integrante da Associação dos Moradores e Comerciantes do Centro, também avaliou positivamente o projeto. Para ele, a iniciativa pode interromper o processo de abandono observado nos últimos anos e fortalecer a convivência entre quem vive, trabalha e compra na região central.
A Prefeitura projeta uma transformação gradual do Setor Central nos próximos anos. O desafio será converter as diretrizes apresentadas em obras visíveis e serviços permanentes, preservando a identidade histórica do bairro. Se moradia, comércio, infraestrutura e gestão urbana avançarem juntos, o Centro pode recuperar protagonismo como espaço de moradia, negócios e convivência em Goiânia.
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