Fernando Costa Filho defende arte como ferramenta de formação humana
Durante a primeira edição do Arte Pensante, em Goiânia, Fernando Costa Filho discutiu a formação artística, a sustentabilidade da carreira e a importância da arte para o desenvolvimento humano. O pintor também defendeu a continuidade do debate e maior valorização do conhecimento produzido pelos artistas.

Divulgação
Arte Pensante reúne debate sobre cultura em Goiânia
A primeira edição do Arte Pensante, roda de conversa dedicada às políticas para o setor artístico, reuniu artistas e interessados em cultura na Galeria Aberta – Elysium Sociedade Cultural, no Setor Sul, em Goiânia. Durante o encontro, o pintor e desenhista Fernando Costa Filho destacou a arte como uma força permanente na formação do ser humano e na construção de uma sociedade mais sensível e crítica.
Com trajetória marcada pela produção visual e pela gestão de espaços culturais, Fernando avaliou que o desenvolvimento artístico acontece de forma gradual. Segundo ele, cada iniciativa, exposição ou conversa contribui para fortalecer a cena cultural, mesmo quando os avanços parecem lentos. Para o artista, encontros como o Arte Pensante precisam ganhar continuidade para transformar inquietações em projetos e ideias aplicáveis.
Autonomia e continuidade do trabalho artístico
Fernando defendeu que a principal contribuição do artista permanece em sua própria produção. Ao recordar sua trajetória, ressaltou que o trabalho criativo muitas vezes é solitário e depende de persistência, disciplina e capacidade de comunicação. Ele também relatou experiências negativas envolvendo políticas públicas e alertou para os riscos de tornar a criação artística excessivamente dependente de ações governamentais.
A avaliação não minimiza a importância do poder público, mas reforça a necessidade de autonomia e de mecanismos mais eficazes de incentivo à cultura. Para Fernando, o artista precisa encontrar caminhos para manter sua obra viva, alcançar públicos e preservar sua liberdade criativa diante das instabilidades que frequentemente atingem o setor.
Conhecimento como principal riqueza
O pintor também destacou o papel humanitário da arte. Em sua visão, a criação artística ajuda a lapidar o indivíduo, amplia a capacidade de percepção e estimula a comunicação de experiências que nem sempre encontram espaço em outras áreas. Por isso, a transmissão de conhecimento foi apontada como uma das maiores riquezas que um artista pode deixar.
Formação acadêmica e desafios do mercado
A conversa também abordou a preparação dos novos artistas. Fernando reconheceu a importância da universidade para o desenvolvimento técnico e teórico, mas questionou como esses profissionais podem se manter ativos depois de concluir a formação. A passagem da vida acadêmica para o mercado continua sendo um desafio, especialmente em um setor com poucas garantias e oportunidades irregulares.
Para enfrentar esse quadro, o artista defendeu que exemplos concretos de trajetórias profissionais sejam tão valorizados quanto discussões ideológicas. Dar chance, orientar e mostrar caminhos reais pode ajudar jovens criadores a compreender o funcionamento do mercado sem abandonar a qualidade e a autonomia de suas produções. O Arte Pensante reforçou, assim, a necessidade de diálogo permanente entre arte, formação, políticas culturais e desenvolvimento humano.
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