Indústria volta a crescer e serviços recuam pelo segundo mês em Goiás
Após duas quedas consecutivas, a produção industrial avançou 0,8% em julho, impulsionada por biocombustíveis e produtos farmacêuticos. Os serviços recuaram 1,9% no mês e 3,5% na comparação anual, revelando desempenho desigual da economia goiana.

Divulgação
A economia goiana apresentou sinais contraditórios em julho. A indústria interrompeu uma sequência de dois recuos e voltou a crescer, enquanto os serviços acumularam a segunda queda mensal consecutiva. Os dados indicam uma atividade produtiva em recuperação, mas ainda pressionada pela redução do ritmo em parte importante do setor terciário.
Indústria interrompe sequência de quedas
Na série com ajuste sazonal, a produção industrial de Goiás avançou 0,8% em julho. O resultado interrompeu as retrações registradas em maio e junho, de 0,9% e 1,7%, respectivamente. Em relação a julho de 2025, o crescimento foi de 2,7%. No acumulado de 12 meses, a alta chegou a 3,3%; no ano, a expansão é de 2,6%.
O desempenho do estado ficou acima do observado no país. A indústria nacional cresceu 0,2% na comparação mensal, mas recuou 0,5% ante julho de 2025, encerrando quatro meses de resultados positivos. Em 2026, o setor acumula alta de 1,1% no Brasil, com avanço de 0,6% nos últimos 12 meses.
Biocombustíveis sustentam avanço industrial
A fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis foi o principal sostegno do resultado goiano. Em julho, a atividade cresceu 10% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e completou o sétimo mês consecutivo de expansão. Ainda assim, o ritmo ficou abaixo dos patamares registrados nos meses anteriores.
No Brasil, esse segmento avançou apenas 0,6% no mesmo período, evidenciando a força relativa da produção goiana. Álcool etílico e biodiesel estiveram entre os principais produtos responsáveis pelo desempenho. A trajetória reforça o peso da cadeia de energias renováveis na indústria do estado.
Outro resultado positivo veio da fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos. O setor cresceu 23,3% em julho na comparação anual, registrando o oitavo resultado positivo seguido em Goiás. A produção acumulou expansão de 22,4% no ano, enquanto a atividade recuou 13,7% no país no mês e somava alta de 5,8% em 2026.
Serviços recuam pelo segundo mês seguido
O volume de serviços em Goiás caiu 1,9% em julho ante junho, já com ajuste sazonal. A queda sucedeu a retração de 0,4% registrada em junho e interrompeu a relativa estabilidade observada no início do ano. No Brasil, o setor permaneceu estável na passagem de junho para julho.
Na comparação com julho de 2025, o recuo goiano foi de 3,5%, enquanto o país avançou 0,9%. No acumulado anual, Goiás registra queda de 1,3%, ao contrário da expansão brasileira de 1,9%. Nos últimos 12 meses, porém, o setor ainda acumula variação positiva de 0,2% no estado.
Transportes lideram as quedas
Entre as atividades avaliadas, transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio apresentaram retração de 8% em julho na comparação anual. O segmento também acumula queda de 5,6% no ano e de 2,4% em 12 meses, configurando o principal resultado negativo. Outros serviços recuaram 7,1% no confronto anual, embora mantenham altas de 2,7% no ano e 1,9% em 12 meses.
Na direção oposta, informações e comunicação cresceram 2,5%, serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 2,1%, e os serviços prestados às famílias registraram alta de 0,6%. O conjunto aponta uma economia goiana em ritmo desigual, com ganhos relevantes na indústria, mas com serviços ainda dependentes de maior recuperação.
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