Dólar fecha em R$ 5,103 com queda, enquanto Ibovespa sobe 1,42%
Moeda americana recua 0,18%, e bolsa brasileira avança 188.268,59 pontos. Investidores acompanham pesquisas eleitorais e avaliam os riscos políticos e energéticos para a economia.

Divulgação
O dólar registrou queda de 0,18% nesta quinta-feira (10 de setembro de 2026) e encerrou o dia cotado a R$ 5,103. Apesar do recuo, a moeda americana permaneceu acima do patamar de R$ 5, em um pregão marcado pela avaliação de riscos políticos e pelo avanço dos preços internacionais do petróleo.
Bolsa brasileira acompanha o movimento de apetite ao risco
Na B3, o Ibovespa teve alta de 1,42% e terminou a sessão aos 188.268,59 pontos. O desempenho positivo da bolsa indicou maior disposição dos investidores para assumir riscos, ao mesmo tempo em que o mercado buscava dimensionar os possíveis efeitos do cenário eleitoral sobre a economia e as próximas definições de política econômica.
A movimentação ocorreu em um ambiente de maior atenção à disputa presidencial. Operadores passaram a precificar a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL) surgir à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo eleitoral, embora os números mais recentes ainda apontem equilíbrio na eventual decisão em segundo turno.
Levantamento indica empate técnico
O estudo AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quinta-feira mostrou Flávio Bolsonaro com 46,4% das intenções de voto, contra 46,2% de Lula. A diferença de 0,2 ponto percentual está dentro da margem de erro de 1 ponto, para mais ou para menos, e configura empate técnico.
A pesquisa ouviu 5.000 eleitores em todo o país entre os dias 4 e 9 de setembro. O nível de confiança é de 95%. Outros 7,4% dos entrevistados disseram que votariam em branco, anularam o voto ou não souberam responder. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01452/2026 e foi financiado com recursos próprios.
Petróleo acima de US$ 100 aumenta cautela externa
Além da política nacional, o mercado acompanhou a forte alta do petróleo. As duas principais referências internacionais foram negociadas acima de US$ 100 o barril, com elevação de aproximadamente 6%. O movimento foi impulsionado pelo aumento dos ataques a navios desde o início da guerra envolvendo o Irã, que reacendeu o temor de interrupções no fornecimento mundial.
O petróleo mais caro pode pressionar custos de transporte, combustíveis e insumos, além de contribuir para um cenário inflacionário mais desafiador. Por isso, a combinação entre volatilidade cambial, indefinição política e tensão geopolítica deve continuar influenciando as decisões de investidores brasileiros e estrangeiros nos próximos pregões.
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