Fed eleva juros nos EUA para faixa de 3,75% a 4,00% ao ano
O FOMC aprovou por unanimidade a alta de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros dos Estados Unidos. A decisão busca acelerar o retorno da inflação à meta de 2,00% sem interromper a expansão da atividade econômica.

Divulgação
O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevou nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, a taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual. A nova faixa-alvo da política monetária norte-americana passou a ser de 3,75% a 4,00% ao ano.
Decisão foi aprovada por unanimidade
O Comitê Federal de Mercado Aberto, o FOMC, aprovou a medida por 12 votos a 0. O resultado reforça a disposição da autoridade monetária de combater a inflação e cumprir seu duplo mandato: preservar a estabilidade de preços e favorecer o máximo emprego sustentável.
No comunicado divulgado após a reunião, o Fed destacou que a inflação ainda permanece em patamares elevados. Para o comitê, o novo patamar dos juros deve contribuir para um retorno mais rápido dos preços à meta estabelecida para a economia dos Estados Unidos, fixada em 2,00% ao ano.
Economia segue em ritmo sólido
A alta ocorre em um cenário de atividade econômica ainda resiliente. Apesar das incertezas relacionadas aos desdobramentos geopolíticos internacionais, o consumo doméstico e os investimentos seguem sustentando a expansão do produto norte-americano.
O Fed também apontou crescimento robusto da produtividade e força nos investimentos de capital. Esses fatores têm ajudado a economia a absorver o aperto monetário sem sinais de desaceleração mais intensa.
Mercado de trabalho permanece estável
No mercado de trabalho, a criação de vagas acompanha o crescimento da força de trabalho. Com isso, a taxa de desemprego permanece praticamente estável, refletindo um ambiente ainda favorável à geração de oportunidades, embora o ritmo precise ser acompanhado diante do aumento do custo do crédito.
Outras taxas também são elevadas
Além da taxa básica, o Conselho de Governadores do Fed aprovou por unanimidade o aumento da remuneração paga sobre saldos de reservas bancárias para 3,90% ao ano. A taxa de crédito primário, destinada a empréstimos emergenciais a instituições financeiras, subiu para 4,00% ao ano.
A sequência de ajustes mostra que o banco central busca equilibrar o controle da inflação com a manutenção do crescimento econômico. A persistência dos preços elevados, porém, mantém o FOMC atento aos próximos indicadores antes de avaliar uma possível mudança no ritmo dos próximos encontros.
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