Dólar recua e Bolsa se recupera em dia de cautela no mercado financeiro
Moeda americana fecha em R$ 5,073, enquanto Ibovespa avança 0,54%, mas semana termina com perdas acumuladas.

Divulgação
O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com um respiro nesta sexta-feira (16.out.2026). O dólar comercial registrou uma queda de 0,28%, fechando cotado a R$ 5,073. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da B3, demonstrou força ao subir 0,54%, alcançando os 205.430,33 pontos. Este movimento interrompeu uma sequência de três pregões consecutivos de desvalorização na Bolsa, embora a semana tenha terminado com um acumulado de perdas de 1,7%.
Mercado reage a dados econômicos e incertezas políticas
A recuperação do Ibovespa, embora positiva, não foi suficiente para anular as perdas registradas desde o início da semana. A cautela dos investidores permanece evidente, com atenção voltada para as perspectivas futuras das taxas de juros, a condução da política fiscal e o cenário eleitoral brasileiro. A volatilidade observada reflete a complexidade do ambiente econômico atual, onde indicadores de atividade e o desfecho das eleições presidenciais exercem forte influência nas decisões de investimento.
Atividade econômica mostra sinais de desaceleração
A divulgação de novos dados sobre a atividade econômica do país trouxe um misto de otimismo e preocupação. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um termômetro do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou um avanço de 0,3% em agosto. No entanto, a análise do trimestre encerrado no mesmo mês revela uma retração acumulada de 0,6%, reforçando os sinais de desaceleração econômica no segundo semestre. Esse desempenho impacta diretamente as expectativas sobre os próximos passos da política monetária, especialmente em relação à taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano.
Cenário eleitoral e juros internacionais no radar
No âmbito cambial, a interrupção da valorização do dólar frente ao real ocorreu em sintonia com o enfraquecimento da moeda norte-americana no mercado internacional. Contudo, os investidores mantêm um olhar atento às taxas de juros nos Estados Unidos e às projeções para a política monetária da maior economia do mundo. No cenário doméstico, as pesquisas eleitorais continuam a ser um fator determinante. A disputa acirrada no segundo turno presidencial exige atenção especial às propostas econômicas dos candidatos, com foco no controle de gastos públicos, na trajetória da dívida e na futura política de juros a partir de 2027. Essa combinação de incertezas eleitorais, juros elevados e sinais de desaceleração econômica explica a persistente volatilidade dos ativos brasileiros.
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