Dólar fecha estável a R$ 5,151 e bolsa cai 0,51%
O dólar recuou 0,06% e fechou a R$ 5,151, enquanto o Ibovespa perdeu 0,51%, aos 185.547,66 pontos. Investidores acompanharam a alta da taxa de juros nos Estados Unidos e aguardaram a decisão do Copom sobre a Selic.

Divulgação
O dólar fechou estável nesta quarta-feira (16 de setembro de 2026), cotado a R$ 5,151. A moeda norte-americana registrou recuo de apenas 0,06% em relação ao pregão anterior, refletindo um dia de cautela dos investidores diante das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
Durante o pregão, o dólar atingiu máxima de R$ 5,166 e mínima de R$ 5,137. A pequena oscilação mostrou equilíbrio entre os fluxos de compra e venda, mas sem força suficiente para impulsionar a divisa, que terminou a sessão ligeiramente abaixo da cotação anterior.
Ibovespa recua com aversão ao risco
Na B3, o Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, fechou em 185.547,66 pontos, com queda de 0,51%. O índice chegou a operar em alta e atingiu 186.738,25 pontos, mas recuou ao longo do pregão. Na mínima, foram registrados 184.753,98 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 19,08 bilhões.
O resultado negativo da bolsa acompanhou o aumento da aversão ao risco após o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. A nova faixa ficou entre 3,75% e 4,00% ao ano, na primeira alta determinada pelo Fed desde julho de 2023.
Petróleo alivia pressões, mas cautela permanece
A queda dos preços do petróleo ajudou a reduzir parte das preocupações com a inflação externa. O Brent recuou 2,69%, para US$ 105,83 por barril. A movimentação ocorreu após semanas de pressão sobre o combustível, influenciadas pela guerra no Oriente Médio, cenário que continua sendo monitorado pelos mercados.
No Brasil, a atenção dos investidores também esteve voltada para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), cuja decisão foi divulgada após o fechamento do mercado. O colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Além do corte, o mercado avaliou os sinais deixados pela autoridade monetária sobre o ritmo dos próximos ajustes e o futuro do ciclo de redução dos juros no país.
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