Dólar fecha em alta de 0,14% e vai a R$ 5,154; Ibovespa sobe
Dólar e Ibovespa avançaram em uma sessão marcada por cautela com o julgamento no STF, pela queda do varejo e pelas decisões de juros esperadas no Brasil e nos Estados Unidos.

Divulgação
O dólar fechou em alta de 0,14% nesta terça-feira (15 de setembro de 2026), cotado a R$ 5,154. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, também avançou, de 0,54%, aos 186.502,64 pontos. Os movimentos modestos refletiram um dia de cautela, com investidores atentos a sinais internos e externos antes de assumirem posições mais arrojadas.
Mercado acompanha julgamento no STF
Um dos principais fatores observados pelo mercado foi o julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O plenário da Corte seguia discutindo o caso, em uma pauta capaz de aumentar a percepção de risco político e influenciar o humor dos investidores.
Varejo registra queda em julho
Outro dado que pesou no ambiente econômico foi a retração de 0,8% nas vendas do varejo em julho ante junho, na comparação com ajuste sazonal. A informação, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicou menor ritmo de consumo e abriu espaço para reflexões sobre a força da demanda interna e os próximos passos da atividade econômica.
Decisão do Copom está na mira
Os investidores também direcionaram atenção à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para quarta-feira (16 de setembro de 2026). A decisão sobre a taxa Selic será acompanhada de perto porque define o custo do crédito no país e influencia títulos, consumo, investimentos e ativos financeiros.
Na reunião anterior, realizada em 5 de agosto, o Copom havia reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual, levando os juros básicos de 14,25% para 14% ao ano. A medida representou o quarto corte consecutivo da política monetária, em um cenário no qual o ritmo futuro de afrouxamento depende principalmente da inflação, das expectativas e do quadro fiscal.
Estados Unidos também definem juros
A agenda internacional reforçou a cautela porque os Estados Unidos também decidem sua política de juros na quarta-feira. A concentração de decisões no Brasil e na maior economia mundial ficou conhecida no mercado como Super quarta. Uma eventual elevação da taxa americana pode tornar os títulos dos Estados Unidos mais atraentes e provocar ajustes no fluxo de capitais, no câmbio e nas bolsas.
Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, avaliou que o mercado aguarda a definição americana antes de ampliar posições em dólar e juros futuros. Para ele, a possibilidade de aumento dos juros nos Estados Unidos favorece a renda fixa local e pode pressionar ativos de risco, explicando o comportamento prudente dos investidores.
Assim, os ganhos limitados do dólar e do Ibovespa mostraram equilíbrio entre diferentes forças. De um lado, os investidores reagiram aos acontecimentos políticos e aos dados domésticos. De outro, mantiveram movimentos contidos diante de decisões de juros capazes de redesenhar o cenário para as próximas semanas.
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