Candidatos ao governo de Goiás apresentam planos econômicos distintos para o futuro do estado
Com as eleições de 2026 se aproximando, os candidatos ao governo de Goiás detalham suas propostas para o desenvolvimento econômico do estado. Os planos variam desde a atração de investimentos e modernização de incentivos fiscais até a intervenção estatal em setores estratégicos, passando pelo fortalecimento da agropecuária, mineração e pequenos negócios, além de questões como a reforma agrária e direitos trabalhistas. A diversidade de visões reflete a complexidade dos desafios econômicos goianos.

Divulgação
Com a aproximação das eleições de 2026, Goiás se prepara para escolher seu próximo governador, e as propostas para o desenvolvimento econômico do estado despontam como um dos pilares centrais do debate. Os seis candidatos que pleiteiam o cargo – Daniel Vilela (MDB), Danilo Pinheiro (PCO), Luciana Amorim (UP), Luís César Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) – trazem visões distintas sobre como impulsionar a economia goiana, abrangendo desde o estímulo ao livre mercado até a intervenção estatal direta em setores estratégicos.
A análise dos planos de governo revela uma ampla gama de estratégias e filosofias. Enquanto alguns postulantes defendem a atração de investimentos privados e a modernização de incentivos fiscais para fomentar o crescimento, outros propõem medidas mais ousadas, como o fortalecimento de pequenos negócios, a criação de zonas econômicas regionais ou, até mesmo, a nacionalização de setores produtivos. A profundidade do detalhamento também varia significativamente entre os documentos, com alguns programas apresentando metas e indicadores específicos por setor, enquanto outros abordam o tema de forma mais geral, alinhada a diretrizes ideológicas mais amplas.
Daniel Vilela (MDB) aposta na continuidade e modernização
O plano de governo de Daniel Vilela (MDB), inserido no eixo “Desenvolvimento Econômico e Competitividade”, ressalta os avanços da atual administração, como o aumento da renda e a redução da informalidade e do desemprego. Suas propostas incluem o fortalecimento da agropecuária goiana, com foco na expansão do acesso a crédito, assistência técnica e inovações, além da manutenção do status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação. No setor de mineração, o objetivo é estruturar uma Política Estadual de Fomento, com base no Plano Estadual de Recursos Minerais 2050, visando atrair investimentos para o processamento de minerais críticos e terras raras dentro do próprio estado, agregando valor à cadeia produtiva local. O MDB também propõe o fortalecimento do turismo municipal, o apoio à modernização tributária das prefeituras em vista da Reforma Tributária, a diversificação de mercados comerciais e a redução da dependência de insumos estratégicos, como fertilizantes.
Danilo Pinheiro (PCO) defende intervenção estatal e direitos trabalhistas
Danilo Pinheiro, do Partido da Causa Operária (PCO), propõe uma economia pautada pela intervenção direta do Estado em setores estratégicos. Entre suas principais medidas, destacam-se a reposição integral das perdas salariais, com um aumento emergencial de 50%, e a fixação de um salário mínimo não inferior a R$ 7.500. A redução da jornada de trabalho para no máximo sete horas diárias e 35 horas semanais, sem corte de salários, também faz parte do pacote. O candidato defende a proibição de demissões, sugerindo a ocupação e controle de empresas por trabalhadores em caso de ameaça de fechamento. Outras propostas incluem a nacionalização, sem indenização, de reservas minerais e refinarias, além do assentamento imediato de trabalhadores sem-terra e a ocupação de latifúndios para a reforma agrária. É importante notar que muitas dessas propostas possuem um caráter de plataforma nacional, sem detalhamentos específicos para a economia de Goiás.
Luciana Amorim (UP) foca em inclusão e economia solidária
Luciana Amorim, da Unidade Popular (UP), apresenta um plano que prioriza a inclusão social e o desenvolvimento local. A candidata propõe a criação de frentes emergenciais de trabalho em bairros carentes e no interior, com obras de infraestrutura em saneamento, e um auxílio emergencial permanente até a plena oferta de emprego. Um salário mínimo goiano, 100% superior à média nacional, também é uma de suas bandeiras. No setor energético, defende a reestatização da antiga Celg, assim como a interrupção da privatização da Saneago. O estímulo a redes de economia local e solidária, o apoio a feiras agroecológicas e pequenos produtores, e a implementação emergencial do passe livre para pessoas em situação de desemprego são outras propostas. Na zona rural, o foco é a universalização da assistência técnica agroecológica e o avanço da reforma agrária, com regularização de terras do Cerrado goiano destinadas a cooperativas e trabalhadores sem-terra.
Luís César Bueno (PT) estrutura a economia em zonas regionais
O plano de Luís César Bueno (PT) inova ao organizar a estratégia econômica do estado em oito zonas regionais, cada qual com uma vocação produtiva específica, como tecnologia e turismo de eventos na Região Metropolitana de Goiânia, ou agroindústria e mineração no Sudeste Goiano. A premissa é que a infraestrutura, incluindo energia, água, acesso e licenciamento, deve ser planejada antes da chegada de novos investimentos. Entre os programas transversais, destaca-se o “Fornecedor Goiano”, que visa mapear as compras de grandes empresas e obras públicas para preparar micro e pequenas empresas (MPEs) para atendê-las, atrelando metas de desenvolvimento de fornecedores locais aos incentivos fiscais concedidos. O “Pequeno Negócio Rápido” é outra iniciativa, oferecendo um balcão digital para licenciamento, crédito e acesso a mercados. O plano também prevê uma “Rede de Formação para o Desenvolvimento”, alinhando a qualificação profissional à demanda das cadeias produtivas do estado.
Marconi Perillo (PSDB) e as demais propostas
Marconi Perillo (PSDB) também apresenta suas diretrizes para o desenvolvimento econômico de Goiás, que se somam ao leque de opções disponíveis aos eleitores goianos. Juntamente com Wilder Morais (PL), suas propostas contribuem para o cenário de um debate plural e democrático sobre os rumos econômicos que o estado deve tomar nos próximos anos. A diversidade de visões entre os candidatos reflete as complexidades e os desafios de uma economia tão pujante quanto a de Goiás, com cada plano buscando soluções para o crescimento sustentável, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida dos goianos.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








