Judô paralímpico: Brasil garante três ouros e mais medalhas em Mundial na Geórgia
O Brasil teve um dia memorável no Mundial Paralímpico de Judô em Tbilisi, na Geórgia, conquistando três medalhas de ouro, duas pratas e dois bronzes. Destaques para Alana Maldonado, Arthur Silva e Brenda Freitas, que defenderam seus títulos mundiais, elevando o total de medalhas do país para dez até o momento.

Divulgação
O Brasil vivenciou um dia de pura glória no Mundial Paralímpico de Judô, que acontece em Tbilisi, na Geórgia. No segundo dia de competições, a delegação brasileira demonstrou força e técnica impecáveis, garantindo nada menos que três medalhas de ouro, além de duas pratas e dois bronzes. Esse desempenho espetacular elevou o Brasil a um patamar de destaque na competição, somando um total provisório de dez medalhas – três ouros, cinco pratas e dois bronzes – até a reta final do evento, que se encerra neste domingo com as disputas por equipes. A performance dos judocas brasileiros é um testemunho da excelência e da dedicação dos nossos atletas paralímpicos, que continuam a inspirar e a elevar o nome do país no cenário esportivo global.
Alana Maldonado lidera a festa dourada com tetracampeonato
O grande nome do sábado foi, sem dúvida, Alana Maldonado. A judoca paulista, já bicampeã paralímpica na classe J2 (baixa visão) e competindo na categoria até 70 kg, mostrou mais uma vez por que é uma das maiores de sua modalidade. Com uma determinação inabalável, Alana conquistou seu quarto título mundial ao superar a forte adversária cazaque Ayala Mereke em uma decisão que estendeu-se ao emocionante golden score. A vitória veio com um wazari preciso, consolidando a atleta como uma lenda viva do judô paralímpico e reforçando sua hegemonia internacional. Sua performance não apenas garantiu mais um ouro para o Brasil, mas também inspirou a equipe a buscar resultados ainda mais expressivos.
Bicampeões Arthur Silva e Brenda Freitas repetem o feito
A onda de vitórias brasileiras não parou por aí. Arthur Silva, da classe J1 (cegos), categoria até 95 kg, também fez história ao conquistar seu bicampeonato mundial consecutivo. Em uma luta recheada de técnica e garra, Arthur superou o britânico Daniel Powell com um wazari decisivo, adicionando este título ao seu impressionante currículo, que inclui o ouro paralímpico de Paris 2024 e o Mundial de 2025. O terceiro ouro do dia veio com Brenda Freitas, que compete na classe J1 na categoria até 70 kg. Brenda protagonizou uma final relâmpago, vencendo a chinesa Wang Wenjing por ippon em menos de um minuto, defendendo com maestria seu título conquistado no ano passado e demonstrando a força do judô feminino brasileiro.
Mais medalhas consolidam a força brasileira no tatame
Além dos três ouros históricos, o Brasil celebrou a conquista de mais quatro medalhas valiosas. Milena Freitas garantiu uma prata na classe J1 categoria acima de 70 kg, mostrando resiliência e talento. Marcelo Casanova também ficou com a prata na classe J2 categoria até 95 kg, após uma performance notável. Os bronzes foram conquistados por Rebeca Silva, na classe J2 categoria acima de 70 kg, e Felipe Amorim, na classe J2 categoria acima de 95 kg, ambos demonstrando grande capacidade de superação. Essas medalhas adicionais sublinham a profundidade e a qualidade da equipe brasileira de judô paralímpico, que se consolida como uma potência mundial na modalidade. Com o Mundial se aproximando do fim, o Brasil já deixa sua marca indelével na história da competição.
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