Caixa retoma diálogo com bancários e deixa de acionar Tst, diz confederação
A Caixa Econômica Federal decidiu retomar as negociações com os bancários em greve e deixou de lado a intenção de acionar o Tribunal Superior do Trabalho. Segundo a Contraf-CUT, cláusulas e benefícios do acordo anterior permanecem válidos temporariamente.

Divulgação
A Caixa Econômica Federal voltou atrás na decisão de acionar o Tribunal Superior do Trabalho durante a greve dos bancários e decidiu retomar as negociações com os empregados. A informação foi confirmada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT, que havia pedido formalmente a reabertura do diálogo.
A entidade informou que encaminhou um ofício à Caixa no domingo (13) solicitando a volta à mesa de negociação. A resposta positiva do banco permite uma nova tentativa de composição e reduz, ao menos momentaneamente, o risco de judicialização do conflito.
Benefícios e cláusulas seguem válidos temporariamente
Conforme a confederação, a retomada das conversas garante a prorrogação temporária das cláusulas do acordo coletivo anterior. Dessa forma, permanecem assegurados os benefícios praticados até 31 de agosto de 2026 enquanto as discussões estiverem em andamento.
A Contraf-CUT também afirmou que as sanções administrativas anunciadas anteriormente pela Caixa foram imediatamente suspensas. A medida evita a aplicação de penalidades durante o período de negociação, embora a greve nacional por tempo indeterminado continue em curso.
Paralisação começou após rejeição à proposta
Os empregados da Caixa iniciaram a mobilização na quinta-feira (10), depois de recusarem a oferta apresentada pelo banco para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho específico da instituição. A proposta foi considerada a oferta final e não obteve apoio das bases sindicais.
Segundo a confederação, mais de 90% das bases do banco rejeitaram o texto. Entre os principais motivos da insatisfação estão mudanças no plano de saúde Saúde Caixa, o cumprimento de normas de segurança no trabalho, a cobrança de metas consideradas excessivas e as condições gerais de trabalho.
Empregados mantêm pressão por melhor acordo
Em assembleia realizada na sexta-feira (11), 68% dos trabalhadores da base de São Paulo, Osasco e região também rejeitaram a proposta da Caixa e decidiram manter a paralisação. O resultado demonstrou resistência à oferta e fortaleceu a orientação pela continuidade da greve.
A volta ao diálogo abre espaço para que as partes tentem reduzir os pontos de conflito, mas ainda não há calendário definido para as novas rodadas de negociação. A greve permanece até que banqueiros e empregados construam uma proposta capaz de obter aprovação nas assembleias.
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