Brasil cai 10 posições em ranking de liberdade econômica
Brasil recua da 124ª para a 134ª colocação no Índice de Liberdade Econômica de 2026, enquanto Argentina e Paraguai registram avanços expressivos. Chile permanece como a economia latino-americana melhor posicionada.

Divulgação
O Brasil perdeu 10 posições no ranking de liberdade econômica entre 2024 e 2026, passando da 124ª para a 134ª colocação. A pontuação do país também apresentou queda, de 53,2 para 52,4 pontos, em uma escala que vai de zero a 100. O resultado indica uma deterioração relativa do ambiente econômico brasileiro em comparação com outras nações avaliadas.
Argentina e Paraguai registram avanços
A Argentina foi o país com a maior evolução na edição de 2026. Saltou 39 posições, da 145ª para a 106ª, e elevou sua nota de 49,9 para 57,4 pontos. Desde 2019, quando ocupava a 148ª colocação, o país acumulou ganho de 42 lugares.
O Paraguai também avançou de forma relevante, subindo da 80ª para a 55ª posição. Sua pontuação aumentou de 60,1 para 66,4 pontos. Já o Chile passou da 21ª para a 17ª colocação e continuou liderando o ranking entre os países latino-americanos.
Outros países da América do Sul recuam
Nem todos os vizinhos do Brasil melhoraram seus resultados. O Uruguai caiu da 27ª para a 32ª posição, o Peru foi da 49ª para a 56ª e a Colômbia recuou da 84ª para a 91ª. Esses movimentos mostram que a disputa por melhores condições econômicas varia entre os países da região.
Bolívia, Venezuela e Cuba permaneceram entre as economias com menor liberdade no levantamento. Elas ocuparam, respectivamente, as posições 168ª, 174ª e 175ª. A Venezuela recebeu 27,3 pontos, enquanto Cuba ficou com 25,2.
Como a avaliação é calculada
O Índice de Liberdade Econômica de 2026 avaliou 176 países e considerou informações econômicas e políticas, em geral, do segundo semestre de 2024 ao primeiro semestre de 2025. Mudanças ocorridas após 30 de junho de 2025 não entraram nesta edição.
A nota final é a média simples de 12 componentes reunidos em quatro grupos: Estado de Direito, tamanho do governo, eficiência regulatória e abertura de mercados. O indicador busca medir o grau de autonomia econômica, a presença do Estado e as condições oferecidas a trabalhadores, empresas e investidores.
México também perde posições
O México teve trajetória semelhante à do Brasil. Sua nota caiu de 62 pontos em 2024 para 59,8 em 2026, enquanto o país recuou da 68ª para a 92ª colocação. Em 2019, ocupava a 66ª posição.
Portugal e Espanha ficaram acima da maioria dos países sul-americanos, com exceção do Chile. Portugal avançou da 29ª para a 27ª posição e reached 71,2 pontos. A Espanha subiu da 55ª para a 53ª, com 66,8 pontos.
A média global foi de 59,9 pontos, ante 59,7 em 2025. A Heritage Foundation relaciona maiores níveis de liberdade econômica a renda per capita mais elevada e ambientes mais favoráveis ao crescimento, ao investimento e ao desenvolvimento. Ainda assim, o recuo brasileiro nos últimos dois anos reforça a necessidade de acompanhar como regras, gastos públicos, burocracia e abertura comercial influenciam a competitividade do país.
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