Ibovespa cai 0,63% e dólar sobe 0,43% em pregão de aversão ao risco
Bolsa encerrou em baixa pressionada pelo petróleo, expectativas sobre juros nos EUA e instabilidade política. Dólar fechou a R$ 5,147.

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Bolsa recua com aversão ao risco
O Ibovespa encerrou nesta segunda-feira (14 de setembro de 2026) em queda de 0,63%, aos 186.030,66 pontos. Durante o pregão, o índice variou entre 183.813,36 e 187.320,95 pontos, com volume financeiro de R$ 15,24 bilhões. A movimentação refletiu um ambiente internacional mais cauteloso e a preocupação com os desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
O dólar comercial avançou 0,43% e fechou a R$ 5,147, tanto na compra quanto na venda. A cotação oscilou entre R$ 5,142 e R$ 5,182 ao longo do dia. O fortalecimento da moeda norte-americana ocorreu em um pregão marcado pela busca de ativos percebidos como mais seguros, especialmente com a alta do petróleo e as perspectivas de juros mais elevados nos Estados Unidos.
Petróleo e juros pressionam os mercados
O Brent para outubro fechou em alta de 1,02%, a US$ 105,68 o barril, tornando-se um dos principais fatores de pressão sobre o humor do mercado. O aumento do preço do petróleo tende a elevar custos para empresas e consumidores e pode reforçar expectativas de inflação, especialmente em uma economia dependente de combustíveis e energia.
Os títulos públicos dos Estados Unidos também influenciaram a sessão. O rendimento dos Treasuries de 10 anos ficou acima de 5%, sinalizando que o Federal Reserve pode manter uma política monetária mais restritiva. Essa perspectiva reduz o atrativo de ativos emergentes e contribui para maior volatilidade em bolsas internacionais e moedas.
Setores de tecnologia também sofreram em Nova York após executivos da Anthropic e da OpenAI defenderem maior cautela no desenvolvimento da inteligência artificial. O recuo dessas ações reforçou o ambiente de cautela entre investidores, que passaram a avaliar com mais cuidado riscos regulatórios, custos e perspectivas de retorno no setor.
Decisões de juros entram no radar
O Copom deve decidir os juros do Brasil na quarta-feira (16 de setembro), enquanto o Federal Reserve também realizará sua reunião no mesmo dia. O mercado avalia a possibilidade de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, de 14% para 13,75% ao ano. Nos Estados Unidos, as expectativas indicam uma alta de 0,25 ponto percentual, para uma faixa entre 3,75% e 4% ao ano.
Essas decisões podem definir o rumo dos ativos nos próximos pregões. Um cenário de juros mais altos nos EUA tende a sustentar a pressão sobre o dólar e a bolsa brasileira, enquanto um alívio nas expectativas de inflação pode favorecer a recuperação do Ibovespa. A evolução da crise no STF e os movimentos do petróleo continuam sendo fatores decisivos para o nível de cautela dos investidores.
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