Bolsa reage à liderança de Flávio Bolsonaro: fundos brasileiros disparam no exterior
Investidores internacionais reagiram com otimismo à apuração do primeiro turno da eleição presidencial de 2026, que apontou Flávio Bolsonaro à frente. Fundos de índice que replicam o desempenho das ações brasileiras em mercados como Nova York e Tóquio registraram altas expressivas, sinalizando a percepção do mercado sobre o cenário político-econômico do país.

Divulgação
A apuração do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 gerou uma forte movimentação nos mercados financeiros internacionais, com fundos de investimento ligados às ações brasileiras registrando disparadas notáveis. O otimismo dos investidores foi impulsionado pela liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL), que, àquela altura dos votos válidos, figurava à frente na corrida pela presidência.
Em Nova York, o EWZ (iShares MSCI Brazil ETF), um dos principais fundos de índice que acompanham o desempenho do mercado acionário brasileiro e é amplamente negociado, apresentou um salto significativo. No período de negociação após o fechamento regular da Bolsa nova-iorquina, conhecido como after-hours, o EWZ registrou uma valorização de 10,16%. Este movimento elevou o valor do fundo para US$ 42,06 na manhã desta segunda-feira, 5 de outubro, contrastando com o fechamento do pregão regular, que já havia mostrado uma alta de 2,83%, a US$ 38,19.
A reação positiva não se restringiu aos Estados Unidos. No mercado asiático, o NEXT FUNDS Ibovespa Linked Exchange Traded Fund (1325), que também replica o desempenho do Ibovespa, fechou o pregão em Tóquio com uma expressiva alta de 12,32%. O fundo alcançou 331 ienes, refletindo uma percepção global de um possível novo direcionamento econômico ou de maior previsibilidade com o resultado parcial das urnas. Essa valorização acentuada em diferentes fusos horários e mercados destaca a relevância do cenário político interno brasileiro para o capital estrangeiro, que busca segurança e potenciais retornos em suas aplicações.
O cenário eleitoral e o segundo turno de 2026
Com 100% das urnas apuradas na madrugada de 5 de outubro, o senador Flávio Bolsonaro consolidou sua liderança com 47,03% dos votos válidos, totalizando 56.104.503 eleitores. Seu principal oponente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obteve 45,16% dos votos, somando 53.879.538. Os resultados confirmaram, pela terceira vez consecutiva (após 2018 e 2022), a polarização entre as forças do lulismo/petismo (esquerda) e o bolsonarismo/conservadorismo (direita), levando a disputa para o segundo turno.
A nova rodada da eleição presidencial está marcada para 25 de outubro de 2026, e os olhos do mercado estarão atentos aos desdobramentos e às propostas econômicas dos candidatos. Uma vitória de Flávio Bolsonaro representaria o segundo mandato consecutivo de um governo de direita declarado no Brasil desde a redemocratização em 1985. Caso Lula prevaleça, ele faria história como o primeiro presidente a ser eleito quatro vezes pelo voto popular, cenário que também traz consigo suas próprias projeções e expectativas para o futuro econômico do país, indicando que a volatilidade no mercado pode persistir até a definição final do pleito.
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