Frequência escolar é 5,8 p.p. menor entre crianças com deficiência
Em 2022, 92,6% das crianças com deficiência de 6 a 14 anos frequentavam a escola, contra 98,4% daquelas sem deficiência. O IBGE aponta que a desigualdade é ainda maior entre estudantes com deficiência profunda.

Divulgação
Em 2022, 92,6% das crianças com deficiência de 6 a 14 anos frequentavam a escola. Entre as crianças sem deficiência, a proporção foi de 98,4%. A diferença de 5,8 pontos percentuais mostra que o acesso à educação básica ainda não ocorre em condições equivalentes para todos os estudantes.
Deficiência profunda registra menor frequência escolar
A desigualdade é mais acentuada entre crianças e adolescentes com deficiência profunda. Nessa faixa etária, 82,3% frequentavam a escola em 2022, percentual bem abaixo do registrado entre as demais pessoas com deficiência. O dado indica que a intensidade das limitações pode ampliar as barreiras para a permanência no ambiente escolar.
Entre os jovens de 15 a 17 anos, a distância na frequência escolar também se torna mais expressiva quando são comparados aqueles com deficiência profunda e severa. O movimento evidencia que o desafio não se limita à matrícula inicial: cresce à medida que os estudantes avançam na idade e precisam superar obstáculos acumulados ao longo da trajetória escolar.
Acesso à escola exige estrutura e apoio contínuo
A presença regular na escola depende de uma rede de condições que ultrapassa a existência de vagas. Transporte acessível, infraestrutura adaptada, recursos pedagógicos, profissionais de apoio e formação adequada dos educadores são elementos essenciais para transformar o direito à educação em uma realidade cotidiana.
Os dados fazem parte do estudo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026. O levantamento ajuda a dimensionar desigualdades que podem permanecer ocultas quando são analisadas apenas as médias nacionais de frequência escolar.
A redução da diferença entre estudantes com e sem deficiência exigirá políticas permanentes, voltadas tanto ao acesso quanto à permanência e ao aprendizado. O indicador de 2022 revela avanços, mas também aponta uma tarefa central para os próximos anos: garantir que a deficiência não determine o lugar de uma criança dentro ou fora da escola.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








