Justiça manda liberar centro dos Correios em SP ocupado por grevistas
TRT-15 determinou a desocupação imediata de centro de tratamento em Indaiatuba, com possibilidade de uso de força policial e multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento.

Divulgação
Desocupação imediata do centro
A Justiça do Trabalho determinou, nesta quinta-feira (17), que trabalhadores dos Correios desocupem imediatamente o Centro de Tratamento da empresa em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) e atende a um pedido da estatal, que considera o bloqueio de acesso um obstáculo ao funcionamento da unidade.
A mobilização faz parte da greve da categoria e começou em 10 de setembro. Desde então, os grevistas impediram a entrada e a saída de cargas no centro, afetando o envio de encomendas de diferentes cidades da região. Para reduzir o impacto, os Correios adotaram um plano de contingência e passaram a redirecionar parte dos objetos para outras unidades da empresa.
Polícia pode ser acionada
A juíza Alzeni Aparecida de Oliveira Furlan autorizou o uso de força policial, se necessário, para garantir o cumprimento da ordem. A decisão também estabelece que os manifestantes devem permanecer a uma distância mínima de 10 metros dos portões do centro e não podem impedir o trânsito de pessoas, veículos ou cargas no local.
Caso a determinação seja descumprida, o Sintect-Cas, sindicato dos trabalhadores dos Correios de Campinas e região, e a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações poderão ser multados em R$ 20 mil por dia.
Impacto em remédios e produtos perecíveis
Na avaliação da magistrada, o centro de Indaiatuba tem papel relevante na logística do interior paulista. A paralisação do acesso ao local prejudica o envio de itens essenciais, como medicamentos, produtos perecíveis e correspondências públicas, ampliando os efeitos da greve para além das atividades administrativas da estatal.
A mediação realizada antes da decisão não resultou em acordo entre as partes. Os Correios ajuizaram um dissídio coletivo, e o julgamento está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30. A possibilidade de negociação, no entanto, permanece aberta até a data da audiência.
A direção da empresa reafirmou que respeita o direito de greve, mas destacou que o movimento ocorre em um cenário econômico desafiador, no qual defende a redução de despesas e o aumento da eficiência operacional.
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