Anvisa aprova novo medicamento para tratamento da doença de Fabry
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária concedeu registro ao Elfabrio, terapia de reposição enzimática para adultos com a rara condição genética que afeta múltiplos órgãos.

Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a aprovação do registro do medicamento Elfabrio (alfapegunigalsidase). Este avanço terapêutico é destinado à reposição enzimática de longa duração em pacientes adultos que foram diagnosticados com a doença de Fabry. A condição, de caráter genético e rara, é causada pela deficiência da enzima alfagalactosidase, levando ao acúmulo de substâncias prejudiciais nas células.
Entendendo a Doença de Fabry
A doença de Fabry é classificada como uma desordem genética lisossômica, originada pela carência da enzima alfa-galactosidase A. Essa deficiência impede a correta metabolização da globotriaosilceramida (Gb3), resultando em seu acúmulo progressivo em diversos tecidos e órgãos do corpo. As manifestações clínicas são vastas e podem incluir desde insuficiência renal crônica e comprometimento cardíaco até doenças cerebrovasculares, neuropatia periférica, perdas sensoriais e auditivas, além de lesões cutâneas características como angioqueratomas e distúrbios gastrointestinais.
O Mecanismo de Ação do Elfabrio
O Elfabrio atua como um substituto sintético e de longa duração para a enzima alfagalactosidase que está em falta no organismo dos pacientes. Sua função principal é catalisar a quebra da substância acumulada (Gb3), auxiliando na sua eliminação e, consequentemente, na prevenção da progressão de complicações graves, como problemas cardíacos e a deterioração da função renal. A administração do medicamento é realizada por infusão intravenosa, sendo apresentado como uma solução estéril para diluição em frascos de 10 ml.
Impacto e Perspectivas para Pacientes
A aprovação do Elfabrio representa um marco importante no manejo da doença de Fabry, oferecendo uma nova esperança para os pacientes que convivem com essa condição complexa e debilitante. A disponibilidade de uma terapia de reposição enzimática de longa duração pode significar uma melhora substancial na qualidade de vida, com a potencial desaceleração do avanço da doença e a redução da ocorrência de suas manifestações mais severas. A comunidade médica e os pacientes aguardam com otimismo os resultados a longo prazo desta nova opção terapêutica.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








