Pontualidade no pagamento do cartão de crédito registra queda em março
Índice cai para 76,8% em março, com Distrito Federal liderando e Roraima na lanterna. Valor médio das faturas também diminui.

Divulgação
A pontualidade no pagamento das faturas de cartão de crédito apresentou uma leve queda em março, atingindo 76,8%. O índice, medido pela Serasa Experian, representa uma redução de 1,1 ponto percentual em relação aos 77,9% registrados em fevereiro. O período analisado, que se estende até março de 2026, teve seu pico de pontualidade em julho de 2024, quando 82,5% das faturas foram quitadas em dia.
Desempenho por Unidade da Federação
No cenário nacional, o Distrito Federal se destacou positivamente, apresentando a maior taxa de pontualidade entre as unidades da federação, com 79,5%. Em contrapartida, Roraima registrou a menor taxa, com apenas 69,7% das faturas pagas dentro do prazo estabelecido. Essa disparidade regional reflete diferentes realidades econômicas e de endividamento entre os estados.
Valor médio das faturas e endividamento
Além da pontualidade, o valor médio dos pagamentos de cartão de crédito também sofreu uma redução. Entre janeiro de 2024 e março de 2026, o montante médio caiu 1,5%, passando de R$ 1.412,43 para R$ 1.391,05. Essa diminuição pode estar associada a uma menor utilização do crédito ou a estratégias de controle financeiro por parte dos consumidores, em um contexto de preocupações com o endividamento familiar, que tem sido um fator relevante nas discussões econômicas e políticas do país.
Metodologia e contexto econômico
A Serasa Experian considera como pontual o pagamento de faturas de cartão de crédito realizado em até 15 dias após a data de vencimento. Portanto, a taxa de 76,8% em março inclui pagamentos efetuados dentro desse intervalo estendido. Paralelamente, um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicou que, em setembro de 2026, 81,7% das famílias possuíam dívidas a vencer, um indicador que engloba compromissos ainda sem atraso e não se limita apenas à inadimplência, reforçando o cenário de cautela financeira.
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