Voz em áudio de "Veja" é de fundador do Master, diz advogado
Defesa de Daniel Vorcaro confirma que a voz em gravação sobre pagamentos para filme de Lula é do banqueiro, mas ressalta que apenas ele pode confirmar o teor dos fatos.

Divulgação
A defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, confirmou que a voz presente em um áudio divulgado pela revista Veja, que menciona pagamentos relacionados a um filme sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é de fato a do banqueiro. O advogado criminalista Daniel Bialski, que assumiu a defesa de Vorcaro mais recentemente, declarou que seu cliente nunca discutiu o assunto com ele e que jamais foi ouvido pela Polícia Federal ou por qualquer outro órgão sobre essa temática.
Voz confirmada, conteúdo sob sigilo do cliente
Bialski afirmou que, embora a voz no áudio pareça ser de seu cliente, ele não tem conhecimento sobre as circunstâncias ou a data em que a gravação foi feita. O advogado explicou que sua atuação na defesa de Vorcaro se concentra em elaborar uma nova proposta de delação premiada, não tendo participado das negociações anteriores. Portanto, a confirmação ou negação do conteúdo dos fatos mencionados no áudio, segundo Bialski, somente poderá ser feita pelo próprio Daniel Vorcaro.
Propostas de delação rejeitadas por falta de provas
A reportagem da Veja indica que as informações de Vorcaro foram registradas em um anexo levado à Procuradoria-Geral da República (PGR) em junho passado, quando uma segunda proposta de delação foi descartada. A PGR, por sua vez, informou que não houve depoimento oral durante as tratativas de delação premiada, e a Polícia Federal declarou não ter recebido documentos ou informações relacionadas ao material. As propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa do banqueiro foram rejeitadas por não atenderem aos requisitos legais, principalmente pela falta de provas concretas.
Detalhes da reportagem e contrapontos
Segundo a Veja, Vorcaro teria afirmado à PGR que pagou cerca de R$ 30 milhões ao Instituto Lula para financiar um documentário sobre o presidente, em troca de acesso a fundos de pensão controlados por petistas, com intermediação de João Vaccari Neto. O filme em questão é "Lula" (2024), dirigido por Oliver Stone. Paulo Okamotto, ex-presidente do Instituto Lula, negou o recebimento de qualquer dinheiro para a produção do filme. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro também indicam menções ao cineasta em conversas com seu advogado.
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