Renault Geely do Brasil não terá carros 'gêmeos' e avalia compacto nacional
A Renault Geely do Brasil planeja lançar dois SUVs híbridos em 2027 e estuda um compacto eletrificado baseado no Geely EX2. Apesar do compartilhamento de plataformas e fábricas, a empresa descarta criar modelos idênticos com logotipos diferentes.

Divulgação
Dois SUVs híbridos em 2027
A Renault Geely do Brasil confirmou que terá dois SUVs híbridos no mercado nacional em 2027. A estratégia faz parte dos primeiros desdobramentos práticos da parceria entre a francesa Renault e a chinesa Geely, que devem combinar tecnologias desenvolvidas por ambas sem apagar as identidades de cada marca.
O primeiro modelo utilizará a plataforma GEA, sigla para Global Intelligent Electric Architecture, e a configuração híbrida EM-i do Geely EX5, que passará a ser produzido no Brasil. Há expectativa de que o veículo dê origem à segunda geração do SUV cupê Arkana, ampliando a presença da Renault em um segmento de crescente procura entre consumidores brasileiros.
O segundo SUV poderá receber uma versão híbrida associada ao Renault Boreal. O conjunto mecânico já foi confirmado para a picape Niagara, também prevista para chegar ao país em 2027. Os detalhes técnicos ainda não foram divulgados, mas a tendência é que o sistema represente uma evolução dos híbridos leves, com o motor elétrico participando diretamente da tração.
Compacto eletrificado pode ser produzido no país
Além dos SUVs, a empresa avalia o desenvolvimento de um compacto eletrificado baseado no Geely EX2. O modelo da parceira chinesa começará a ser fabricado no Brasil em dezembro e poderá servir de base para uma nova alternativa da Renault em uma faixa de preço mais acessível. A decisão atenderia à demanda por veículos eletrificados com custo inferior ao dos modelos importados.
O compartilhamento de arquitetura, componentes e linhas de produção deve ganhar importância na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. A medida pode reduzir investimentos, acelerar o lançamento de novos veículos e facilitar a adaptação das tecnologias às condições e expectativas do mercado brasileiro.
Parceria não criará modelos com logotipos trocados
Apesar da cooperação técnica, Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil, afirmou que Renault e Geely não venderão carros gêmeos no país. Os projetos compartilhados receberão ajustes de design, engenharia, acabamento e comportamento para manter características próprias.
A orientação se distancia do modelo adotado em outros mercados, como a Coreia do Sul, onde o Renault Koleos deriva diretamente do Geely Monjaro com poucas alterações. No Brasil, a proposta é aproveitar a escala e a tecnologia da aliança sem transformar as marcas em equivalentes com emblemas diferentes.
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