Renault deve fabricar dois SUVs híbridos no Brasil em 2027
A Renault Geely planeja produzir dois SUVs híbridos no Paraná a partir de 2027, com investimentos de R$ 2 bilhões. O Arkana é o candidato mais provável a receber a plataforma Geely, enquanto Boreal e Duster disputam a vaga no segundo modelo 4×4.

Divulgação
Expansão híbrida no Paraná
A Renault Geely prepara a chegada de dois SUVs híbridos ao mercado brasileiro em 2027. A produção ficará concentrada no complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no Paraná, e fará parte de um pacote de investimentos de R$ 2 bilhões. O plano também envolve a fabricação local dos modelos Geely EX2 e EX5, base para parte da nova estratégia da Renault no país.
Embora a marca ainda não tenha confirmado oficialmente os nomes, o Renault Arkana aparece como o candidato mais provável a ocupar uma das vagas. O SUV deve utilizar a plataforma GEA, sigla para Global Intelligent Electric Architecture, desenvolvida pela Geely e empregada no EX5 híbrido plug-in. A adoção da base chinesa pode ampliar o porte do modelo e aproximar seu posicionamento do Renault Koleos.
Arkana pode chegar com 262 cv
O conjunto híbrido EM-i combina um motor 1.5 aspirado a gasolina de 100 cv e 12,7 kgfm com um motor elétrico de 218 cv e 26,7 kgfm responsável pela tração dianteira. A potência combinada alcança 262 cv, enquanto o torque total pode chegar a 38,7 kgfm. Essa configuração promete unir desempenho superior ao dos SUVs convencionais da marca com consumo reduzido em trajetos urbanos.
O Arkana baseado no EX5 também poderá crescer em relação ao projeto anteriormente conhecido. O modelo chinês mede 4,74 metros de comprimento, 1,90 metro de largura e 2,75 metros de distância entre-eixos. Ainda assim, a Renault deve aplicar uma identidade visual própria, seguindo o caminho adotado no Koleos, que compartilha tecnologia com o Geely Monjaro, mas apresenta styling específico da fabricante francesa.
Boreal e Duster concorrem pela segunda vaga
O segundo SUV híbrido deve utilizar a plataforma RGMP e a tecnologia Innovative Renault Hybrid E-Tech 4×4 Flex Technology. O Boreal surge como a hipótese mais consistente, especialmente pelo volume de vendas e pela proximidade técnica com a picape Niagara, que também poderá receber versões híbridas. A outra possibilidade é a nova geração do Duster, que já oferece tração integral e fortaleceria a Renault no segmento de SUVs compactos.
Uma decisão pelo Duster reorganizaria a gama da marca. O Kardian continuaria na entrada, seguido pelo Duster, pelo Boreal e, futuramente, pelo Arkana e pelo maior Koleos. Essa distribuição permitiria à Renault ocupar mais faixas de preço e enfrentar concorrentes híbridos em diferentes categorias.
Duas soluções podem chegar ao Brasil
Para o modelo 4×4, existem duas configurações em avaliação. A primeira é o sistema híbrido pleno vendido na Europa, que combina motor 1.8 aspirado, unidade elétrica e bateria de 1,4 kWh. O conjunto rende 160 cv e 27 kgfm, com consumo médio declarado de 20,8 km/l.
A segunda opção é o Hybrid-g 150 4×4, classificado como híbrido leve de 48 volts. Ele utiliza um pequeno motor elétrico no eixo traseiro, com 31 cv e 8,9 kgfm, associado ao conhecido motor 1.3 turbo. O consumo médio informado é de 15,1 km/l, mas os números finais no Brasil dependerão da configuração escolhida, do combustível utilizado e do ciclo de medição adotado.
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