Renault aposenta Oroch no Brasil com chegada da Niagara
A Renault confirmou a saída da Oroch do mercado brasileiro com a chegada da Niagara, prevista para novembro. Nova picape será maior, mais tecnológica e terá motor 1.3 turbo, câmbio manual, automatizado e tração 4x4 na versão Outsider.

Divulgação
A Renault confirmou a aposentadoria da Oroch no Brasil. A picape deixará de integrar o portfólio da marca com a chegada da Niagara, prevista para novembro, e os dois modelos não serão mantidos simultaneamente nas concessionárias.
Oroch encerra um ciclo pioneiro
Lançada inicialmente com o nome Duster Oroch, a modelo foi a primeira picape da Renault no país e chegou ao mercado pouco antes da Fiat Toro. Ela ajudou a criar uma faixa intermediária entre as compactas derivadas de carros de passeio e as picapes médias com chassi separado da carroceria.
Antes da Oroch, consumidores que procuravam uma picape com quatro portas, mais espaço interno e maior conforto precisavam escolher entre modelos menores, como Fiat Strada, Volkswagen Saveiro e Chevrolet Montana, ou migrar para veículos maiores e mais caros, como Ford Ranger e Chevrolet S10.
A picape da Renault aproveitava a base e parte da mecânica do Duster de primeira geração, mas tinha entre-eixos maior e caçamba de 683 litros, com capacidade para 650 quilos. Estreou com motores 1.6 e 2.0, incluindo uma versão automatizada equipada ao conhecido câmbio AL4 de quatro marchas.
Renovação não mudou o desempenho comercial
A Oroch passou por poucas mudanças estruturais ao longo da carreira. A atualização mais relevante ocorreu na linha 2023, quando perdeu o sobrenome Duster, recebeu interior mais moderno e ganhou o motor 1.3 TCe de 170 cavalos com câmbio CVT. A combinação turbo, porém, foi retirada posteriormente da gama.
De janeiro a agosto deste ano, a picape registrou 7.302 emplacamentos no Brasil. No mesmo período, a Fiat Toro, principal concorrente e sucessora indireta da ideia de picape intermediária, somou 37.407 unidades, evidenciando a vantagem da rival em um segmento que se tornou cada vez mais disputado.
Niagara chega maior e mais refinada
Produzida em Santa Isabel, na Argentina, a Niagara terá 4,94 metros de comprimento e 2,96 metros de entre-eixos. A caçamba passará para 938 litros, com capacidade de carga de 654 quilos, superando a antecessora tanto em volume útil quanto em presença visual.
O interior herdará grande parte do painel do SUV Boreal. Entre os destaques estarão o quadro de instrumentos digital de 10,2 polegadas e a central multimídia de 10,1 polegadas com Google Built-In, aproximando a picape do padrão tecnológico oferecido pelos SUVs atuais da marca.
Mecânica terá manual, automatizado e tração 4x4
Todas as versões da Niagara usarão o motor 1.3 turbo, com até 160 cavalos e 27,5 kgfm de torque. A configuração de entrada receberá câmbio manual de seis marchas, enquanto as demais contarão com transmissão automatizada de dupla embreagem, também com seis velocidades.
No topo da gama, a versão Outsider terá tração 4x4. A Oroch chegou a oferecer configuração semelhante em outros mercados, mas nunca disponibilizou quatro rodas motrizes ao público brasileiro.
Assistentes de condução e versão híbrida
A Niagara também chegará com um pacote amplo de tecnologias de segurança e assistência ao motorista. Estão previstos piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência, câmeras de 360 graus e sistema de estacionamento automático.
A eletrificação ficará para 2027, quando a picape deverá receber uma versão híbrida já em desenvolvimento. Com a mudança, a Renault busca ocupar uma posição mais elevada no mercado, oferecendo mais espaço, conforto e tecnologia do que a Oroch conseguia entregar em sua fase final.
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