Projeção mostra como poderia ser o novo Jeep Renegade
Jeep prepara o retorno do Renegade à Europa, possivelmente em 2027, com novo design, plataforma moderna e opções híbridas e elétricas. Ainda não há confirmação oficial sobre o projeto.

Divulgação
A Jeep se prepara para reposicionar o Renegade no mercado europeu após encerrar, em 2025, a produção da primeira geração destinada ao continente. O retorno de uma segunda geração é cogitado para 2027, mas prazos, características técnicas e versões ainda não foram confirmados pela marca.
Visual mantém o DNA Jeep com linguagem mais moderna
Uma projeção gráfica antecipa o caminho que o modelo poderia seguir. A proposta preserva as linhas angulosas do Renegade atual, mas incorpora elementos mais sofisticados e próximos da nova identidade visual da Jeep. A dianteira mantém a tradicional grade de sete aberturas, agora acompanhada por uma assinatura luminosa estreita e grupos ópticos mais finos.
O capô alto e vertical reforça a presença do SUV, enquanto a proteção inferior aproxima o projeto dos modelos da marca voltados ao uso fora de estrada. As caixas de roda ganham volume e a lateral pode receber nervuras semelhantes às observadas no novo Compass. As imagens, contudo, representam uma interpretação e não o design definitivo do veículo.
Caso as estimativas se confirmem, o novo Renegade deve medir entre 4,30 e 4,35 metros de comprimento. Essa dimensão permitiria posicioná-lo entre o compacto Avenger e o maior Compass, preenchendo uma lacuna importante na linha europeia da Jeep.
Plataforma moderna pode ampliar a gama de motores
A principal mudança deve estar na base técnica. O modelo atual utiliza a plataforma FCA Small Wide, mas a próxima geração poderia migrar para uma arquitetura mais recente da Stellantis. A STLA One aparece como uma das principais candidatas, embora a Smart Car também tenha sido mencionada em especulações anteriores.
A transição permitiria adotar uma estratégia multienergia mais ampla. A versão de entrada poderia combinar o motor 1.2 turbo a gasolina com um sistema híbrido leve de 48 volts e câmbio de dupla embreagem e-DCS6. Também existe a possibilidade de uma opção híbrida plena, mais eficiente e adequada às exigências do mercado europeu.
Versões elétricas podem chegar a 450 km de autonomia
As alternativas totalmente elétricas devem representar o avanço mais expressivo. O Renegade poderia receber baterias de fosfato de ferro-lítio ou níquel, manganês e cobalto, com autonomia estimada entre 350 e 450 quilômetros. Uma variante com dois motores e tração integral também é cogitada, utilizando uma unidade adicional no eixo traseiro para melhorar a aderência.
No interior, a expectativa é de painel mais horizontal, instrumentos totalmente digitais e tela central entre 10 e 12 polegadas. A mais recente versão do sistema Uconnect deve comandar os recursos de conectividade. Materiais resistentes, compartimentos práticos e superfícies de fácil limpeza podem diferenciar as versões preparadas para uso fora do asfalto.
Brasil deve ficar fora da renovação mais profunda
O cenário brasileiro é mais incerto. A Jeep apresentou o novo Compass na Europa no fim de 2025, mas ainda não definiu quando o SUV chegará ao país. Informações do setor indicam que a versão nacional pode conservar a plataforma atual e receber apenas o visual europeu, sem representar uma mudança completa de geração.
Com esse contexto, não há sinais de que o Renegade receba em breve uma renovação estrutural semelhante à projetada para a Europa. Uma eventual volta ao Brasil poderia trazer ajustes de tamanho e acabamento para distanciá-lo do Avenger, atual modelo de entrada da marca no país. Por enquanto, plataforma STLA One, motorização híbrida plena e variantes elétricas permanecem como possibilidades vinculadas ao projeto europeu.
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