UE aceita protocolos e sinaliza retomada das exportações de frango do Brasil
Autoridades europeias confirmaram a aceitação dos protocolos brasileiros de controle de antimicrobianos. A decisão permite avançar na relistagem do país e reabrir um mercado suspenso desde 3 de setembro de 2026.

Divulgação
A União Europeia aceitou os protocolos apresentados pelo Brasil para o controle de antimicrobianos na cadeia de alimentos de origem animal. A confirmação oficial, recebida pelo governo brasileiro em 14 de setembro de 2026, abre caminho para a relistagem do país e a retomada das exportações de carne de frango ao bloco, interrompidas em 3 de setembro.
A aprovação foi informada em 17 de setembro pelo secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Cleber Oliveira Soares. Segundo ele, as autoridades europeias comunicaram formalmente que votaram e aceitaram os controles adotados pelo Brasil. O próximo passo é concluir os trâmites administrativos para incluir novamente os frigoríficos brasileiros na lista de estabelecimentos autorizados a vender ao mercado europeu.
Exigências sobre antimicrobianos
A União Europeia havia anunciado em 12 de maio a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes bovina e de frango. A decisão foi motivada pela ausência de informações consideradas suficientes pela Comissão Europeia para comprovar que os produtos de origem animal atendiam às regras do bloco sobre antimicrobianos. A medida foi oficializada em 5 de junho e passou a valer no início de setembro.
A legislação europeia proíbe o uso desses medicamentos para estimular o crescimento dos animais ou aumentar o rendimento da produção. As autoridades do bloco temem que a utilização excessiva de antimicrobianos na pecuária contribua para o surgimento de bactérias, vírus, fungos e parasitas resistentes aos tratamentos disponíveis. Por isso, a comprovação dos controles sanitários tornou-se condição central para manter ou recuperar acesso ao mercado.
China inspecionará frigoríficos brasileiros
Enquanto a negociação com a União Europeia avança, o Brasil também busca ampliar a presença em outros mercados. No domingo, 20 de setembro, o Ministério da Agricultura receberá uma missão técnica da China para inspecionar estabelecimentos produtores de miúdos bovinos e suínos. A agenda inclui unidades frigoríficas habilitadas, plantas temporariamente suspensas e fábricas que buscam autorização para exportar ao país asiático.
Ao todo, 17 unidades serão avaliadas, incluindo operações das empresas JBS, Minerva e MBRF. Entre os frigoríficos de carne bovina suspensos, estão unidades da JBS, Prima Foods, Frialto e SulBeef. A identificação de resíduos em cargas recebidas nos portos chineses esteve entre os principais motivos para as suspensões.
O governo também informou a conclusão de missões técnicas da Coreia do Sul e do Japão. Nenhum dos dois países compra carne bovina brasileira atualmente, mas há expectativa de reabertura dos mercados. O conjunto de negociações mostra a importância da adequação sanitária para diversificar destinos e reduzir a dependência de compradores específicos.
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