Goiás é o 5º estado com maior valor da produção agrícola do Brasil
Goiás registrou R$ 72,7 bilhões em valor da produção agrícola em 2025 e ficou em 5º lugar no País. A soja liderou o resultado nacional, enquanto o Centro-Oeste voltou a superar o Sudeste.

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Goiás reforça posição entre os maiores produtores do País
Goiás ocupou em 2025 a quinta posição no ranking nacional de valor da produção agrícola, com R$ 72,7 bilhões. O resultado coloca o estado atrás de Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, mas à frente do Rio Grande do Sul, que registrou R$ 71,3 bilhões. A diferença de R$ 1,4 bilhão entre os dois entes evidencia a disputa direta pela liderança regional entre Goiás e o estado gaúcho.
O desempenho goiano acompanhou a recuperação do setor no Brasil após um ano marcado por condições climáticas desfavoráveis. Em 2025, a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas reached 345,4 milhões de toneladas, alta de 18,2% sobre 2024. O valor total da produção agrícola chegou a R$ 927,2 bilhões, crescimento nominal de 18,4%.
Safra alcança volume recorde e amplia área colhida
Pela primeira vez, o Brasil ultrapassou 100 milhões de hectares destinados à colheita. A área chegou a 100,6 milhões de hectares, expansão de 4,4% em relação ao ano anterior. A superfície equivale a aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados, área maior que a do Mato Grosso e próxima à da Bolívia.
Os valores divulgados são expressos em moeda corrente de cada ano e não foram corrigidos pela inflação. Mesmo com essa ressalva, o montante de 2025 é o maior registrado desde a criação do Plano Real, em 1994, demonstrando a combinação entre maior volume produzido, preços das commodities e expansão das áreas agrícolas.
Soja responde por mais de um terço do resultado
A soja foi o principal produto agrícola do ano, com R$ 315,2 bilhões, equivalentes a 34% do valor total da produção. A safra alcançou 165,2 milhões de toneladas, aumento de 14,4% em relação a 2024. A procura internacional pelo grão brasileiro ajudou a sustentar os preços internos, especialmente em meio aos desdobramentos da disputa comercial entre Estados Unidos e China.
O milho apareceu em segundo lugar, com R$ 122,1 bilhões, seguido pela cana-de-açúcar, com R$ 108,9 bilhões. O café em grão alcançou R$ 100 bilhões, enquanto o algodão em caroço somou R$ 40,6 bilhões. Arroz, mandioca, banana, laranja e fumo completaram os dez produtos com maior valor de produção.
Tecnologia impulsiona algodão e café
O algodão cresceu 16,4% em um ano e chegou a 6 milhões de toneladas. Investimentos em tecnologia, eficiência produtiva e práticas agrícolas no Cerrado contribuíram para o avanço, fortalecendo a posição do Brasil entre os maiores exportadores mundiais do produto. Mato Grosso teve papel central nesse resultado.
O café, por sua vez, registrou alta de 44,7% no valor da produção, embora o volume tenha aumentado apenas 3%, reaching 3,4 milhões de toneladas. Fatores climáticos e o esgotamento natural de plantas limitaram a expansão da safra, enquanto a valorização da saca no mercado internacional sustentou o crescimento financeiro do setor.
Centro-Oeste retoma liderança regional
O Centro-Oeste voltou a superar o Sudeste no valor da produção agrícola. A região somou R$ 288 bilhões, alta nominal de 31,8%, impulsionada principalmente por soja, milho e algodão. O Sudeste registrou R$ 271 bilhões, com força de café e cana-de-açúcar.
O Mato Grosso permaneceu como o maior celeiro agrícola brasileiro, respondendo por 17,9% do total nacional, com R$ 165,6 bilhões. O resultado confirma a concentração da produção nas regiões de agricultura moderna e em larga escala, nas quais tecnologia, logística e produtividade exercem papel decisivo.
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