Cna reúne diplomatas para discutir sistema sanitário da carne brasileira
A CNA realizou um encontro técnico com representantes de embaixadas estrangeiras para apresentar o sistema sanitário brasileiro e discutir os impactos da suspensão das compras de carne pela União Europeia.

Divulgação
Diálogo busca esclarecer exigências internacionais
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu representantes de embaixadas estrangeiras para um debate técnico sobre a qualidade e a fiscalização da carne produzida no país. O encontro, realizado na quarta-feira, 16, teve como objetivo apresentar o funcionamento do sistema sanitário brasileiro e discutir as novas exigências impostas pela União Europeia às importações do setor.
União Europeia suspende compras do Brasil
Desde o dia 3 de setembro, as compras de carne brasileira estão suspensas no mercado europeu. A medida foi adotada após questionamentos sobre a garantia de que medicamentos antimicrobianos não sejam utilizados de forma preventiva nos animais durante o processo produtivo. A restrição atingiu diretamente exportadores e produtores interessados em manter acesso ao bloco econômico.
Brasil apresenta estrutura de controle sanitário
Durante a reunião, a CNA destacou a existência de mecanismos de controle e segurança sanitária nos produtos de origem animal comercializados no Brasil. A discussão também buscou reduzir ruídos sobre os procedimentos adotados no campo e na indústria, especialmente em relação ao uso de antimicrobianos e à capacidade de monitoramento da cadeia produtiva.
Retomada pode levar cerca de dois anos
A reabertura das exportações dependerá do atendimento às exigências europeias. Caso seja necessário acompanhar todo o ciclo de vida dos bovinos a partir da implementação do novo sistema, a retomada das compras pode levar aproximadamente dois anos. O prazo representa um desafio para produtores que desejam continuar vendendo para um dos principais mercados internacionais de carne.
Medida aumenta pressão sobre o setor
A suspensão reforça a necessidade de adequação a padrões sanitários cada vez mais rigorosos e de maior rastreabilidade na produção. Além dos impactos comerciais, a discussão envolve a competitividade do agronegócio brasileiro e a capacidade do país de conciliar produtividade, controle sanitário e acesso aos mercados externos.
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