Soja renova máxima do ano no porto de Paranaguá
Soja atinge R$ 162,02 por saca em Paranaguá, nova máxima de 2026, impulsionada pelas exportações, demanda da China e estoques mais apertados.

Divulgação
Cotação atinge novo patamar em Paranaguá
A soja renovou a máxima do ano no porto de Paranaguá, no Paraná, nesta quinta-feira (17). Pelo indicador Cepea/Esalq, a saca do grão avançou 0,09% na comparação diária e foi cotada a R$ 162,02, o maior valor registrado em 2026. O resultado confirma a força do mercado brasileiro em um momento de demanda firme e de menor folga nos estoques.
O desempenho reflete, principalmente, a sazonalidade das exportações e o volume relevante de soja disponível para venda no país. A procura externa, especialmente da China, tem ajudado a sustentar os preços, enquanto os produtores acompanham de perto as condições do mercado internacional antes de fechar novos negócios.
Exportações acima do esperado apertam os estoques
Enilson Nogueira, analista da Céleres Consultoria, avalia que o setor deve encerrar a safra com um volume superior a 113 milhões de toneladas. A estimativa inicial do mercado girava em torno de 110 milhões a 111 milhões de toneladas. O aumento da projeção está relacionado à safra brasileira, aos preços competitivos e ao maior interesse dos compradores chineses.
Apesar do volume expressivo, o ritmo das vendas externas reduz a disponibilidade imediata do produto. Esse movimento aperta os estoques finais no curto prazo e mantém os produtores em uma posição mais favorável nas negociações, especialmente nos principais pontos de escoamento voltados para a exportação.
Mercado externo também sustenta os preços
A cotação da soja no Brasil continua acompanhando as oscilações das bolsas internacionais. Mesmo após recuo de 0,06% na Bolsa de Chicago, o grão permaneceu em patamar historicamente elevado, acima de US$ 13,1975 por bushel. Há um mês, preços próximos de US$ 13 por bushel ainda não faziam parte do cenário observado pelo mercado.
Para a safra 2026/27, a oferta global é considerada desafiadora e pode pressionar os estoques mundiais. A combinação entre demanda aquecida, incertezas sobre a disponibilidade de volumes e movimento das exportações brasileiras cria um ambiente favorável à manutenção de cotações elevadas.
Preços variam entre as praças produtoras
Nem todos os mercados acompanharam a alta registrada em Paranaguá. Em Ponta Grossa, no Paraná, a saca caiu R$ 0,50 e passou a R$ 157,50. Em Primavera do Leste, no Mato Grosso, o preço subiu R$ 1, alcançando R$ 144. Em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, a valorização também foi de R$ 1, com a saca negociada a R$ 146. As diferenças mostram como logística, demanda local e disponibilidade de produto influenciam a formação dos preços em cada região.
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