Soja, milho e trigo recuam em Chicago com avanço da colheita nos EUA
As principais culturas negociadas em Chicago operam em baixa nesta quinta-feira (17). O avanço da colheita nos Estados Unidos e a queda do petróleo pressionam as cotações de soja, milho e trigo.

Divulgação
Os contratos de soja, milho e trigo operam em queda na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (17). O avanço da colheita nos Estados Unidos aumenta a disponibilidade de grãos no mercado e reforça a pressão sobre os preços. A redução nas cotações internacionais do petróleo também contribui para um ambiente menos favorável às commodities agrícolas.
Soja recua com maior oferta disponível
Os contratos de soja com entrega para novembro de 2026 são cotados a US$ 13,19 por bushel, queda de 0,11%. O movimento indica cautela dos investidores diante do ritmo da safra americana. À medida que a colheita avança, o mercado acompanha a evolução da produção, a qualidade dos grãos e o volume que será disponibilizado para exportação e consumo interno.
Além da oferta, os preços mais baixos do petróleo influenciam as expectativas para culturas relacionadas à produção de biocombustíveis. A combinação entre maior disponibilidade de grãos e menor atratividade de ativos ligados à energia reduz o ritmo de compra e mantém as cotações sob pressão na sessão.
Milho acompanha o movimento das commodities
O milho também registra recuo. Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 são negociados a US$ 5,3150 por bushel, queda de 0,51%. O desempenho acompanha o avanço da colheita nos Estados Unidos e a percepção de que a oferta tende a aumentar no curto prazo.
Trigo apresenta a maior queda do grupo
O trigo registra a baixa mais intensa entre as culturas citadas. Os contratos para dezembro de 2026 são cotados a US$ 7,2050 por bushel, recuo de 1,37%. O movimento mostra maior disposição dos operadores para realizar vendas em um momento de aumento da oferta e cautela na formação dos preços.
Para o agronegócio, especialmente os produtores e empresas que acompanham o mercado internacional, as cotações de Chicago funcionam como uma referência importante. Elas influenciam contratos, expectativas de exportação e a formação dos preços praticados no Brasil. Ainda assim, o câmbio, os custos de produção, a logística e a demanda internacional continuam sendo fatores decisivos para o resultado final das negociações.
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