Exportações de café solúvel crescem 24,9% em agosto
Embarques de café solúvel chegaram a 7,7 mil toneladas em agosto, alta de 24,9% sobre o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, o volume exportado avançou 12,8%, impulsionado também pelo maior envio ao mercado europeu.

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As exportações brasileiras de café solúvel somaram 7,7 mil toneladas em agosto, volume equivalente a 333,7 mil sacas de 60 quilos. O resultado representa crescimento de 24,9% na comparação com o mesmo mês de 2025, demonstrando a força do produto brasileiro no mercado externo.
Embarques acumulados avançam 12,8%
De janeiro a agosto de 2026, foram exportadas 65,3 mil toneladas de café solúvel, aproximadamente 2,83 milhões de sacas. O montante é 12,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), todos os meses depois de janeiro apresentaram volumes iguais ou superiores aos de 2025.
O diretor executivo da entidade, Aguinaldo Lima, destacou a regularidade do desempenho. Em junho, por exemplo, o crescimento chegou a 38,9%. A sequência de resultados indica que o aumento das vendas externas não se concentrou em um único mês, mas acompanhou a maior presença do café solúvel brasileiro em diferentes destinos.
Europa ganha peso nas vendas externas
As exportações para o bloco europeu cresceram 44,2% nos oito primeiros meses do ano e alcançaram 13,1 mil toneladas. A entrada em vigor do Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia, em 1º de maio, pode abrir novas oportunidades para ampliar a participação brasileira nesse mercado, embora os efeitos dependam das condições comerciais e da competitividade da indústria.
Consumo interno também registra alta
O mercado doméstico acompanha o ritmo positivo. O consumo de café solúvel no Brasil chegou a 19,7 mil toneladas entre janeiro e agosto, crescimento de 11,9% em relação ao mesmo período de 2025. Exportações e vendas internas elevadas indicam demanda firme pelo produto, que segue sendo uma alternativa prática e de amplo acesso aos consumidores.
Reforma tributária preocupa o setor
Apesar do bom desempenho, a Abics alerta para os efeitos da reforma tributária sobre a indústria. A extinção integral do crédito histórico para aquisição de café verde, prevista para 1º de janeiro de 2027, pode aumentar custos e reduzir a competitividade do setor.
Diante do risco, a entidade mantém diálogo com o governo federal e o Congresso Nacional. A proposta é buscar mecanismos de transição ou compensação que preservem a capacidade produtiva e permitam que a modernização do sistema tributário não comprometa a expansão do café solúvel brasileiro.
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