Soja consolida-se como carro-chefe do agronegócio no Nordeste
Levantamento aponta a oleaginosa como a principal cultura da região, impulsionada por recordes de produção e exportação, superando a média nacional em produtividade.

Divulgação
A soja emergiu como a cultura de maior relevância para o agronegócio nordestino, consolidando sua posição como o principal produto agrícola da região. Essa ascensão é evidenciada por um recente levantamento realizado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), braço de pesquisa do Banco do Nordeste, que detalha o expressivo crescimento da produção e das exportações da oleaginosa.
Recordes de produção e exportação impulsionam a soja nordestina
No ciclo 2025/2026, o Nordeste atingiu a marca impressionante de 19,4 milhões de toneladas colhidas de soja. Paralelamente, o complexo soja registrou um volume recorde de US$ 4,76 bilhões em exportações entre janeiro e agosto de 2026, representando um aumento de 23,4%. Esses números demonstram não apenas a capacidade produtiva da região, mas também sua crescente inserção no mercado internacional. A produtividade média alcançada foi de 3.967 quilos por hectare, um desempenho superior à média nacional de 3.711 quilos por hectare, indicando uma eficiência notável no cultivo.
Demanda internacional e expansão de mercados como fatores-chave
O sucesso da soja nordestina é fortemente influenciado pela robusta demanda proveniente da China, principal destino de 70,8% dos embarques. No entanto, o levantamento também aponta para a expansão em outros mercados importantes, como Holanda e Egito, diversificando as rotas de exportação e fortalecendo a posição da soja brasileira no cenário global. Essa diversificação é um indicativo de maturidade e estratégia no agronegócio regional.
O futuro da produção de soja no Nordeste
A consolidação da soja como a principal cultura do agronegócio nordestino sinaliza um novo capítulo para a economia da região. O investimento em tecnologia, o aprimoramento das técnicas de cultivo e a busca por novos mercados internacionais tendem a manter e ampliar esse crescimento. A capacidade de superar a média nacional em produtividade reforça o potencial do Nordeste como um polo produtor de grãos de alta competitividade, com impactos positivos em toda a cadeia produtiva e na geração de empregos e renda.
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