Clube do Servidor em Brasília se transforma em futuro Senado Cultural
O icônico Clube do Servidor, às margens do Lago Paranoá, passa por ampla reforma para se tornar o Senado Cultural, um novo polo de eventos e exposições com previsão de inauguração para dezembro de 2026.

Divulgação
Um dos cartões postais de Brasília, o Clube do Servidor, localizado em uma área de 80.000 m² às margens do Lago Paranoá, está em processo de profunda revitalização para dar lugar ao futuro Senado Cultural. O projeto, que tem raízes na década de 1970, visa transformar o espaço em um centro vibrante de cultura e eventos, mantendo a sua importância histórica e arquitetônica.
Um projeto com história e adaptações
A concepção original do complexo remonta a 1973, idealizada pelo engenheiro civil e arquiteto Armando Favato. Inicialmente pensado para ser o Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e Cultura, o projeto foi expandido por determinação do então presidente Ernesto Geisel, com o objetivo de atender a todos os servidores públicos da capital federal. Uma das marcas registradas do projeto de Favato é a fachada do prédio principal, com suas distintas colunas brancas em elipse. O arquiteto, contudo, se afastou da obra antes de sua conclusão, discordando de uma alteração no projeto original.
Do clube de lazer a um centro cultural
Inaugurado em 1976 como Clube do Servidor Civil, o espaço rapidamente se tornou um ponto de encontro popular, abrigando salões para shows e festas, piscinas e quadras poliesportivas. Na década de 1980, o clube foi palco de apresentações de renomados artistas como Marina Lima, Alceu Valença e a banda Legião Urbana. No entanto, a partir dos anos 1990, o clube enfrentou um período de declínio em seu uso, culminando em seu fechamento ao público em 1997. A partir de 2009, o espaço passou por diferentes gestões e cessões temporárias, incluindo a realização da Casa Cor Brasília e a gravação de cenas do filme “Insolação”.
Recuperação e respeito à arquitetura original
Em 2018, um convênio entre o Senado, o Supremo Tribunal Federal e a Secretaria do Patrimônio da União destinou o local para o que seria o Centro Cultural dos Poderes da União. Posteriormente, o espaço foi cedido integralmente ao Senado Federal, que agora avança com a transformação no Senado Cultural, com inauguração prevista para dezembro de 2026. O coordenador de Projetos e Obras de Infraestrutura do Senado, Luan Ozelim, descreve o estado de depredação encontrado, com forros caídos, vidros quebrados e instalações elétricas danificadas, exigindo um trabalho minucioso de recuperação. A equipe tem se empenhado em respeitar a arquitetura original, recuperando elementos como o mármore branco das fachadas e o mármore rosa dos pisos, além de restaurar dois espelhos d'água que estavam enterrados. Internamente, os prédios estão sendo modernizados para atender às novas funcionalidades, com destaque para o antigo salão de baile, que se tornará um salão de exposições climatizado e com tratamento acústico.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.







