Produtor de Minas Gerais conquista bicampeonato em degustação de cafés especiais
Jacques Pereira Carneiro, de Carmo de Minas (MG), garantiu o bicampeonato brasileiro de Cup Tasters, destacando a excelência do café nacional. O evento também premiou produtores com o Terra Brasil Café, reforçando a qualidade e o valor do agronegócio cafeeiro.

Divulgação
O cenário do agronegócio do café no Brasil tem um novo bicampeão, e ele vem de Carmo de Minas, Minas Gerais. Jacques Pereira Carneiro conquistou, no último sábado, o título do Campeonato Brasileiro de Cup Tasters, uma das mais prestigiadas competições que avaliam a perícia na degustação de cafés especiais. Realizado durante o Arábica Coffee Festival, em Reduto (MG), o feito não apenas coroa a habilidade de Jacques pela segunda vez consecutiva, mas também reafirma a crescente qualidade e reconhecimento do café brasileiro no cenário global, um orgulho para os produtores do interior de Goiás e de todo o país.
A prova dos paladares afiados
A competição de Cup Tasters é um verdadeiro desafio para os sentidos, exigindo velocidade, precisão e uma sensibilidade apurada para distinguir as nuances de sabor entre diferentes lotes de café. Os degustadores são apresentados a trios de xícaras, onde duas contêm cafés idênticos e uma delas possui uma diferença sutil. A tarefa é identificar o café distinto no menor tempo possível. Jacques Pereira Carneiro demonstrou maestria ao acertar seis triangulações de café especial em impressionantes 07 minutos e 28 segundos na final, superando grandes nomes como Bruno Megda e José Augusto Naves, consolidando sua posição como um dos maiores talentos da degustação no país.
Para alcançar o bicampeonato, Jacques e os outros finalistas – incluindo Athos Scalco Caixeta, que ficou em quarto lugar – enfrentaram uma maratona de quatro rodadas, provando um total de 32 cafés distintos. Em cada rodada, os competidores avaliam oito triangulações, e os que demonstram maior número de acertos em menor tempo avançam. Essa vitória garante a Jacques o direito de representar o Brasil no mundial da categoria, organizado pela World Coffee Championships (WCC), em data e local a serem divulgados. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) é a entidade responsável por promover essas etapas classificatórias no país, garantindo que os melhores talentos brasileiros cheguem ao palco global, impulsionando a visibilidade do nosso café.
O valor do café brasileiro em destaque
Desde 2016, a BSCA atua como Competition Body da WCC no Brasil, função que lhe confere a prerrogativa de realizar as etapas nacionais de diversas modalidades, como Barista, Latte Art, Brewers, e, claro, o Cup Tasters. Essa atuação é fundamental para o desenvolvimento do setor, incentivando a qualificação profissional e a elevação dos padrões de qualidade do café. O Arábica Coffee Festival, sediado pela AEX (Art, Experience & Exchange) e com apoio de empresas como BUNN e Pasquali Máquinas – Mahlkönig, provou ser o palco ideal para esses eventos, reunindo entusiastas e profissionais do café em um ambiente de celebração e competição saudável, reforçando a importância cultural e econômica da bebida.
Prêmio Terra Brasil Café celebra produtores de excelência
Além da disputa acirrada de paladares, o Arábica Coffee Festival foi palco para a validação oficial do Prêmio Terra Brasil Café pela BSCA. Essa chancela é crucial, pois confere ainda mais credibilidade ao concurso e valoriza o árduo trabalho dos produtores que dedicam suas vidas à produção de cafés especiais. O prêmio reforça o compromisso com avaliações rigorosas, transparência e o justo reconhecimento dos lotes que se destacam pela excepcional qualidade. É uma iniciativa que não apenas celebra, mas também impulsiona a melhoria contínua da cafeicultura nacional, alinhando-se aos valores do agronegócio que move o interior do país.
A diversidade da produção cafeeira brasileira foi celebrada em três categorias distintas. Na seção de Cafés Canéforas, foram premiados os lotes de Josias Diniz, do Sítio Alto da Serra (Manhuaçu/MG), na subcategoria fermentados, e Sebastião Assis Lopes, do Sítio Cancan (Canaã/MG), nos não fermentados. A excelência dos Cafés Arábica Naturais foi destacada pelo lote de Rayra Matias Cavaliere, do Sítio Poço do Egito (Iúna/ES). Já na categoria de Cafés Arábica Cereja Descascado, o grande vencedor foi João Vithor Medeiros Lacerda, do Sítio Forquilha do Rio (Espera Feliz/MG), mostrando a riqueza e a variedade de terroirs e métodos de cultivo do Brasil.
Os produtores premiados não apenas receberam troféus e o merecido reconhecimento nacional, mas também tiveram a oportunidade de ver seus lotes de café negociados em um leilão especial. Foram arrematados 25 lotes, totalizando R$ 269 mil, o que gerou um preço médio notável de R$ 10.760 por lote, evidenciando o alto valor de mercado dos cafés de qualidade excepcional. Mas os benefícios não param por aí: os vencedores integrarão um programa exclusivo de desenvolvimento, com consultoria direta de especialistas renomados do setor. Este programa, que terá início em janeiro e durará até a próxima edição do festival, abrangerá áreas estratégicas como marketing, comercialização, gestão da produção e pós-colheita, garantindo um suporte completo para o crescimento sustentável de seus negócios.
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