Produção de algodão deve cair 2,5% no Brasil com redução da área plantada
A safra 2025/26 de algodão em pluma deve chegar a 4,144 milhões de toneladas no Brasil, queda de 2,5% ante a temporada anterior. A redução ocorre com recuo de 8% na área plantada, apesar do ganho de produtividade.

Divulgação
Área menor deve reduzir volume nacional
A produção brasileira de algodão em pluma deve fechar a safra 2025/26 em 4,144 milhões de toneladas, queda de 2,5% em comparação com a temporada anterior. A estimativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) considera uma redução de 8% na área plantada, que deve atingir 1,996 milhão de hectares.
O avanço de 6% na produtividade ajuda a compensar parte da menor extensão cultivada, mas não será suficiente para manter o volume produzido no patamar da safra passada. O resultado mostra a importância dos ganhos técnicos no campo, especialmente em um cenário de ajuste na alocação de áreas agrícolas e de maior competição com outras culturas.
Mato Grosso reduz, enquanto Bahia cresce
Mato Grosso, maior produtor nacional, deve colher 2,74 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume 9% inferior ao registrado anteriormente. A queda no principal estado produtor tem peso relevante no resultado do país, mesmo com a manutenção de patamares elevados de produção.
Na Bahia, segundo maior produtor, a expectativa é de colheita de 986,4 mil toneladas, alta de 17% ante a temporada passada. As lavouras em fase de colheita confirmam sinais de recuperação, principalmente nas áreas irrigadas, indicando que o estado pode consolidar seu melhor resultado histórico.
A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, avalia que as condições atuais permitem um desempenho positivo. Para ela, o crescimento da produção baiana reforça a necessidade de ampliar a capacidade de escoamento e reduzir gargalos logísticos.
Porto de Salvador ganha espaço no escoamento
Com volumes expressivos de algodão entrando no mercado, a logística permanece entre as principais preocupações do setor. A saída pelo Porto de Salvador vem crescendo mês a mês e é vista como alternativa para desafogar o Porto de Santos, além de oferecer uma rota mais adequada à produção baiana.
Ainda há espaço para aumentar a participação de Salvador no escoamento do algodão produzido na Bahia. A ampliação dessa capacidade pode dar mais eficiência ao transporte, reduzir distâncias e fortalecer a competitividade da cadeia algodoeira no estado.
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