Preços da carne suína e do animal vivo sobem com demanda mais forte
As cotações do suíno vivo e da carcaça especial avançam em setembro, com altas em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Divulgação
As cotações da carne suína e do animal vivo avançam de forma expressiva em setembro, sinal de que a demanda mais firme voltou a pressionar os preços em diferentes pontos da cadeia produtiva. Nesta quarta-feira (16), o indicador Cepea/Esalq da carcaça suína especial atingiu R$ 7,85 por quilo no atacado da Grande São Paulo. O valor representa alta de 7,39% desde o início do mês.
Animal vivo também registra alta
O movimento positivo também aparece nas cotações do suíno vivo. Em São Paulo, o preço reached R$ 5,01 por quilo, acumulado de alta de 3,73% em setembro. No Rio Grande do Sul, a valorização foi de 2,86%, levando a cotação a R$ 4,67 por quilo. Já em Santa Catarina, o preço médio ficou em R$ 4,61 por quilo, com avanço de 0,88% no mesmo período.
Alta é mais intensa no atacado
Apesar de todos os mercados acompanharem a tendência de valorização, o ritmo das altas não é uniforme. O aumento mais acentuado da carcaça especial no atacado da Grande São Paulo mostra maior disposição dos compradores em pagar preços mais elevados pela carne já processada. Esse cenário favorece a formação de preços na ponta inicial da cadeia e pode alterar a relação comercial entre produtores, frigoríficos e distribuidores.
Para os produtores, a elevação do suíno vivo representa melhora na remuneração do animal destinado ao abate. Por outro lado, os frigoríficos passam a lidar com um custo maior de aquisição, especialmente em regiões onde as altas foram mais consistentes. A capacidade de repassar esse aumento ao mercado atacadista dependerá do ritmo das vendas e da manutenção da demanda nas próximas semanas.
Mercado acompanha continuidade da demanda
O impacto final para o consumidor ainda depende de outros fatores, como custos de processamento, logística, margens comerciais e velocidade de reposição dos estoques. Assim, a alta registrada no atacado e no animal vivo não significa necessariamente reajuste imediato e proporcional nas gôndolas. A tendência, porém, é de atenção aos próximos levantamentos para saber se a valorização será sustentada ou se ficará restrita ao início de setembro.
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