Preço do boi gordo volta a subir com oferta restrita e escalas de abate apertadas
Mercado de boi gordo registra alta nos preços impulsionada pela escassez de animais prontos para o abate e dificuldade dos frigoríficos em compor suas programações. Cotações em São Paulo e outras regiões refletem o cenário.

Divulgação
O mercado de boi gordo no Brasil volta a apresentar sinais de valorização, impulsionado por uma oferta restrita de animais prontos para o abate. Essa escassez tem dificultado o trabalho dos frigoríficos em manter suas escalas de abate em níveis ideais, sustentando assim o preço da arroba. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq, que monitora os negócios realizados no estado, fechou em R$ 376,10 a arroba, registrando uma elevação de 3,24% no acumulado do mês de outubro. A média parcial de outubro já se encontra em R$ 371,74 a arroba, representando um aumento de 5,26% em comparação com o valor médio observado em setembro.
Mercado regional acompanha tendência de alta
A tendência de alta nos preços do boi gordo não se restringe apenas a São Paulo. Em um levantamento que abrange 33 regiões monitoradas, 17 delas apresentaram elevação nos preços na comparação diária, enquanto as demais 16 mantiveram estabilidade. Em praças de referência como Araçatuba e Barretos, ambas em São Paulo, as cotações do boi gordo e da vaca subiram R$ 2, atingindo R$ 369 e R$ 345 a arroba, respectivamente. O boi destinado ao mercado chinês e a novilha também registraram aumentos, com a arroba cotada a R$ 375 e R$ 360, respectivamente.
Frigoríficos enfrentam dificuldade na compra de animais
Frigoríficos que não realizaram compras antecipadas e precisaram buscar animais no mercado físico para cumprir suas programações de abate encontraram um cenário de oferta limitada. A disponibilidade de boiadas esteve reduzida, e negociações pontuais acima da referência, chegando a R$ 380 a arroba, foram relatadas, mas sem volume suficiente para impactar significativamente as cotações gerais. Esse cenário de oferta escassa e demanda aquecida tem levado as indústrias a elevarem gradualmente suas indicações de compra para garantir o suprimento.
Perspectivas indicam continuidade da valorização
A baixa oferta de animais e o aperto nas escalas de abate, que em muitas plantas industriais variam entre cinco e sete dias úteis, continuam sendo os principais fatores que dificultam a composição das programações das indústrias frigoríficas. Nesse ambiente, frigoríficos de diferentes portes mantêm-se ativos nas compras, elevando gradualmente suas indicações. A perspectiva de curto prazo para o mercado de boi gordo é de continuidade na valorização da arroba, embora a intensidade dos avanços possa variar entre as diferentes praças de negociação. Paralelamente, no mercado atacadista de carne bovina da Grande São Paulo, os preços da carcaça casada também apresentaram alta no início de outubro, impulsionados pela maior demanda típica do começo de mês.
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