Senador eleito anuncia que pedirá impeachment de ministro do STF
Marcel van Hattem (Novo) declarou que iniciará os trabalhos para o impeachment de Gilmar Mendes e outros ministros do Supremo Tribunal Federal a partir de fevereiro de 2027, após a posse dos novos senadores.

Divulgação
O senador eleito pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem, do partido Novo, anunciou nesta terça-feira (6.out.2026) que pretende iniciar os procedimentos para o impeachment do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita em resposta a uma publicação do próprio ministro na rede social X (antigo Twitter), que comentava o resultado do primeiro turno das eleições.
Senado com maioria conservadora pode facilitar pedidos de impeachment
Van Hattem afirmou que, a partir de 1º de fevereiro de 2027, quando os novos senadores tomarem posse, os trabalhos pelo impeachment de Gilmar Mendes e de outros ministros serão iniciados. Ele expressou a expectativa de que a democracia e as instituições voltem a funcionar plenamente. A eleição de 49 senadores com perfil conservador para a próxima legislatura representa o maior domínio do campo ideológico de direita na Casa Alta nos últimos anos. Desse total, 33 foram eleitos no último domingo (4.out), somando-se aos 16 que já possuem mandato até 2031. Somente o Partido Liberal elegeu 19 senadores.
Quórum para impeachment e cenário político
Para a condenação de um magistrado em processo de impeachment, são necessários 54 votos, o que equivale a dois terços dos 81 membros do Senado. Segundo levantamentos de centros de estudos políticos, como o Ranking dos Políticos, o Senado Federal deverá contar com 54 votos favoráveis a pedidos de impeachment contra membros do STF a partir de 2027. Essa projeção considera declarações públicas de senadores em exercício e dos recém-eleitos.
Ministro do STF questiona ausência de contestações eleitorais
A polêmica teve início com uma postagem de Gilmar Mendes no X, na qual ele destacou a ausência de questionamentos sobre os resultados das urnas por parte de lideranças políticas de expressão, mesmo em disputas acirradas. O ministro escreveu que chama a atenção o fato de nenhuma liderança política de peso ter questionado os resultados, obtidos por meio do mesmo sistema de votação eletrônica utilizado nas eleições de 2018 e 2022. A declaração gerou reações negativas não apenas do senador eleito, mas também de outros internautas.
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