Preço da soja sobe em Chicago com avanço dos subprodutos
A soja ganhou força na bolsa de Chicago com a valorização do óleo e da farinha, além do otimismo em relação a novas compras chinesas.

Divulgação
Subprodutos sustentam alta da soja
O preço da soja na Bolsa de Chicago abriu a semana em alta, puxado pela valorização dos subprodutos da commodity e por um cenário de demanda mais favorável. O avanço reforça a influência dos mercados de óleo vegetal e farinha de soja sobre os contratos do grão, especialmente em um período marcado por volatilidade nas matérias-primas.
Os contratos com entrega para novembro subiram 0,60% e foram negociados a US$ 13,0425 por bushel. Mesmo com a alta moderada, o patamar mantém a soja em nível elevado e demonstra que os investidores continuam avaliando com atenção os fatores que podem alterar o equilíbrio entre oferta e procura no mercado internacional.
Petróleo e tensão no Oriente Médio pressionam custos
A valorização do óleo de soja foi um dos principais motivos para o avanço da commodity. O produto vem sendo cotado em alta diante da elevação contínua dos preços do petróleo, influenciada pela possibilidade de uma nova escalada do conflito no Oriente Médio. Como o óleo vegetal compete com combustíveis de origem fóssil e também com outras matérias-primas para biodiesel, mudanças no petróleo podem alterar diretamente sua atratividade.
Quando o óleo de soja se torna mais valorizado, parte do ganho tende a repercutir sobre o preço do grão. Essa relação também envolve a farinha, que acompanha a demanda por proteína animal. Com os dois subprodutos ganhando força, os contratos da soja recebem maior apoio e deixam de depender exclusivamente das perspectivas para exportação do grão inteiro.
China observa novos negócios nos Estados Unidos
Os investidores também permanecem atentos à possibilidade de novas compras chinesas de soja nos Estados Unidos. O interesse ocorre dez dias antes da cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Washington. A expectativa por negociações comerciais contribui para o otimismo no mercado, embora ainda não garanta volumes adicionais de demanda.
Para o agronegócio brasileiro, a alta em Chicago pode oferecer um sinal positivo para a formação de preços, mas não elimina os riscos que cercam a safra. A cotação internacional tende a influenciar o valor recebido pelos produtores, sobretudo nos períodos de maior movimento exportador. Com o mercado atento ao petróleo, às tensões geopolíticas e às decisões comerciais entre China e Estados Unidos, a soja segue sob forte acompanhamento.
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