Preço da soja registra queda no Brasil, impactado pelo cenário internacional
Os preços da soja registraram um declínio significativo em diversas regiões do Brasil, acompanhando a tendência de baixa nas cotações internacionais e preocupando os produtores. A desvalorização foi impulsionada por fatores externos, como o aumento dos estoques de milho nos EUA, refletindo-se em quedas diárias e semanais em mercados importantes.

Divulgação
Preço da soja em queda generalizada no Brasil
A semana encerrou com um cenário de alerta para o agronegócio brasileiro, com os preços da soja registrando um recuo significativo em grande parte do país. A desvalorização acompanhou de perto a tendência de baixa observada nas cotações internacionais, pressionando a rentabilidade dos produtores. O indicador Cepea/Esalq, referência para os negócios no movimentado Porto de Paranaguá, fechou esta sexta-feira em R$ 159,94 por saca de 60 quilos, marcando uma queda diária de 0,60%. No acumulado dos dois primeiros dias de outubro, a cotação já acumula um declínio de 1%, estendendo a baixa para 0,65% no balanço da semana.
Impacto regional no campo brasileiro
A abrangência da queda é um dos pontos que mais chamam a atenção. Um levantamento minucioso revelou que, das 38 regiões monitoradas por especialistas do setor, 17 sofreram quedas diárias apenas nesta sexta-feira. Embora algumas poucas localidades (três no total) tenham registrado altas e outras mantido estabilidade, o panorama semanal é de forte recuo. No balanço da semana, apenas duas praças no Maranhão — Balsas e São Luís — viram suas cotações subirem, e Palmas (TO) permaneceu estável. Todas as demais regiões do país experimentaram desvalorização, com destaque negativo para Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, que amargou a maior baixa, de 3,4%.
Bolsa de Chicago dita o ritmo internacional
A pressão sobre os preços da soja no Brasil não é um fenômeno isolado, mas sim um reflexo direto do que acontece nos mercados globais. Na bolsa de Chicago, termômetro das commodities agrícolas, o preço da soja também fechou em queda nesta sexta-feira. Os contratos com entrega para novembro de 2026 recuaram 0,53%, sendo negociados a US$ 12,77 o bushel. A desvalorização internacional é atribuída, principalmente, à tendência de baixa do farelo de soja, que foi a commodity mais afetada após a divulgação de estoques de milho maiores do que o esperado nos Estados Unidos. Esse cenário de oferta robusta nos EUA cria uma expectativa de menor demanda por soja, influenciando diretamente as cotações em todo o mundo.
Preços em destaque nas principais praças do Brasil
Para os produtores e investidores que acompanham de perto o mercado, a visão dos preços em praças estratégicas oferece um panorama claro da realidade. Em Ponta Grossa (PR), a saca de 60 quilos era negociada a R$ 154; em Passo Fundo (RS), a R$ 149; e em Sorriso (MT), a R$ 139. No Mato Grosso do Sul, em Dourados, a saca estava em R$ 144. Para os goianos, em Rio Verde, a cotação chegou a R$ 149,50, um valor que reflete a pressão do mercado. Outras regiões importantes como Uberaba (MG) registraram R$ 148, enquanto Luís Eduardo Magalhães (BA), apesar da maior queda semanal, fechou em R$ 143. Em Balsas (MA), um dos poucos pontos de valorização na semana, a saca alcançou R$ 145,50. Este cenário de quedas generalizadas acende um sinal de alerta para o planejamento da próxima safra e a gestão de estoques.
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