Consumo de café deve crescer 2,5% em 2026, estima Abic
A Abic projeta alta de 2,5% no consumo brasileiro de café no calendário da indústria, que vai de novembro de 2025 a outubro de 2026. Volume estimado chega a 21,9 milhões de sacas de 60 quilos, mas resultado depende do clima e da estabilidade dos preços.

Divulgação
O consumo de café no Brasil deve avançar 2,5% em 2026 em comparação com 2025. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) indica que o país pode reaching 21,9 milhões de sacas de 60 quilos, volume equivalente a 1,314 bilhão de quilos do produto.
Projeção considera calendário da indústria
O período avaliado pela entidade não acompanha o ano civil. A medição considera novembro de 2025 a outubro de 2026, intervalo definido como calendário da indústria para acompanhar os resultados do setor cafeeiro. Dessa forma, a previsão reúne diferentes safras, ciclos de comercialização e comportamentos de consumo registrados ao longo de doze meses.
A perspectiva de crescimento sugere resistência da bebida na rotina dos brasileiros, mesmo em um cenário de preços sensível às condições do mercado. O café continua presente tanto no consumo doméstico quanto em bares, supermercados, padarias e estabelecimentos especializados, segmentos que ajudam a sustentar a demanda nacional.
Clima e preços podem definir o resultado
A própria Abic trata os números como preliminares. A confirmação da alta dependerá principalmente da evolução do clima, com atenção aos efeitos do fenômeno El Niño, e da manutenção de uma trajetória mais estável dos preços no mercado físico. Alterações nesses dois fatores podem aumentar ou reduzir o ritmo de consumo durante o período.
Condições climáticas adversas podem comprometer etapas importantes da produção agrícola e pressionar a formação de preços. Para o consumidor final, a consequência costuma aparecer no valor pago nas prateleiras. Para torrefadores, distribuidores e varejistas, a instabilidade também exige maior cuidado no planejamento de compras e na gestão de estoques.
Mercado acompanha mudança nos hábitos de consumo
Além do volume total, o setor observa a busca por cafés com perfis mais específicos, novas formas de preparo e produtos com maior valor agregado. Essa mudança não elimina a força do café tradicional, mas amplia as oportunidades para produtores, indústrias e comerciantes que conseguem atender públicos com preferências distintas.
Para Goiás, estado com presença relevante do agronegócio e forte cultura de consumo no interior, o desempenho do setor também interessa ao varejo e aos serviços. Se a previsão se confirmar, o crescimento reforçará a importância do café como produto estratégico em toda a cadeia, do campo à xícara.
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