Candidatos ao governo de Goiás recebem mais de R$ 250 mil em recursos privados
Três dos seis candidatos ao governo de Goiás registraram R$ 257 mil em doações privadas ou autofinanciamento. Daniel Vilela concentrou R$ 245 mil, enquanto Marconi Perillo recebeu R$ 10 mil e Luis Cesar Bueno aplicou R$ 2 mil na própria campanha.

Divulgação
Três dos seis candidatos ao governo de Goiás registraram recursos particulares em suas prestações de contas parciais. Os valores somam R$ 257 mil e mostram concentração expressiva na campanha do governador Daniel Vilela (MDB), candidato à reeleição.
Daniel Vilela concentra quase todo o valor
Vilela declarou R$ 245 mil provenientes de quatro doadores, o equivalente a cerca de 95% dos recursos privados registrados pelos postulantes ao Palácio das Esmeraldas. O principal aporte veio de Cesar Helou, proprietário da Piracanjuba, que destinou R$ 200 mil à campanha em duas doações de R$ 100 mil.
Também contribuíram para o emedebista Danilo Resende Ferreira, da FCA Agro, com R$ 25 mil; Fábio Porto Rodrigues da Cunha, com R$ 17 mil; e Fernando Porto Rodrigues da Cunha, com R$ 3 mil. Os registros fazem parte das declarações parciais de receitas apresentadas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Marconi recebe doação de R$ 10 mil
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) registrou uma doação de R$ 10 mil. O recurso foi repassado por Hélio Umeno Júnior, consultor de empresas, professor e ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras, antiga Agetop, atualmente substituída pela Goinfra.
Já Luis Cesar Bueno (PT) optou pelo autofinanciamento. O candidato destinou R$ 2 mil à própria campanha, valor que corresponde à única entrada de recursos particulares informada pelo petista na prestação de contas parcial.
Campanhas seguem dependentes de verbas públicas
Wilder Morais (PL), que possui a maior receita entre os candidatos ao governo, não registrou doações privadas. Sua campanha recebeu mais de R$ 11 milhões provenientes dos fundos Eleitoral e Partidário. Luciana Amorim (UP) declarou R$ 13,5 mil do Fundo Eleitoral, enquanto Danilo Pinheiro (PCO) ainda não informou receitas.
O quadro revela que, apesar da entrada de capital particular nas campanhas de Vilela, Marconi e Bueno, os recursos públicos continuam sendo a principal base de financiamento da disputa. A concentração das doações na campanha do governador também destaca diferenças relevantes na capacidade de captação entre os postulantes.
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